10.000 Maniacs para o Blog da Dor Crônica

24, agosto, 2010 Artur 8 comentários

Olá a todos.

Informo que consegui arduamente chegar a marca de 10.000 acessos ao Blog da Dor Crônica.

Que continue sendo assim bastante informativo a todos, trazendo assuntos variados, divertidos e interessantes.

Acho que como presente vou me dar um consórcio de alguma coisa. Hoje tem consórcio para tudo, até para silicone. HEHE.

Lembrei, meu presente próprio é viajar semana que vem para o Congresso Mundial de Dor em Montreal, Canadá.

Obrigado por participarem.

Abraços

Artur

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Parkinson Dói?

16, agosto, 2010 Artur Sem comentários

A dor em pessoas com Parkinson não é exatamente causada pela doença em si. Os problemas que a doença causa são os que mais podem provocar dor. Mas, isso é muito pouco falado. Então caro (a) leitor (a) assíduo (a) do Blog da Dor Crônica, bote a boca no trombone e infernize a vida dos seus colegas com essa super revelação.

Os neurônios na doença de Parkinson começam a envelhecer rapidamente até morrem sem muitas explicações. Esses neurônicos se localizam na Substância Negra no mesencéfalo. Porque se chama substância negra? Duas explicações distintas: 1. porque realmente ela é escura e 2. Porque ninguém sabe o que realmente tem lá. A número 1 parece mas sensata e ela é realmente escura. A dopamina é o neurotrasmissor em falta. Notem que na foto abaixo a substância negra simplesmente sumiu no mesencéfalo a esquerda.

Todo mundo conhece os 3 pricipais sinais de Parkinson: tremor, movimentos lentos e rigidez, que estão ligado a nossa via de controle dos movimentos. Com movimento mais descontrolado, temos mais lentidão, enrijecimento, dificuldades para escrever, perda da coordenação, mobilidade e equilíbrio do corpo.

Lembrando que toda dor atinge os músculos. Então, os problemas no movimento provocam dor e a dor provoca problemas no movimento. Será uma Questão Tostines?

Nas pesquisas, a lentidão e endurecimento estão mais ligados a dor do que o tremor. Muito justo isso, pois o tremor contrai pouco o músculo em repouso, apenas em repouso. Sempre tem alguém que diz: “pô, tá com Parkinson?” quando levanta um copo dágua tremendo. Ai você tem que gastar sua energia e saliva e explicar para a peça rara que o tremor do Parkinson é de repouso e não durante o movimento. Acontece comigo direto.

Como a doença de Parkinson tem uma tendência a atingir pessoas mais velhas, então todas as dores que são comuns no envelhecimento atingem as pessoas com Parkinson.

Algumas são as causas:

:. Dor Musculoesquelética – dor nos músculos e articulacões por rigidez, perda do movimento espontâneo, postura ruim (curvada para frente). As regiões como os ombros, quadris, lombar e pescoço são as mais dolorosas. A imobilidade provoca contraturas nos músculos e tendões, mantendo tudo encurtado.

:. Dor neuropática – dor nos nervos, que podem estar comprimidos. É mais comum acontecer na região lombar, causando compressão no nervo ciático. Existe mais imobilismo e posturas sustentadas.

:. Dor com Distonia – contraturas ou espasmos fortes causados pela posturas sustentadas, movimentos repetitivos, sendo de origem neurológica. Isso pode afetar braços, pernas, troco, pescoço, face, lingua, mandíbula, músculos da mastigação e cordas vocais.

:. Dor por agitação excessiva – isso se chama Acatisia, o Wikipedia me salvou. É como se a pessoa tivesse uma inquietação sem sossego e que inicialmente foi descrita em pessoas que não conseguiam sentar. Isso mantem os músculos em contração constante.

:. Dor Central – dor por lesão no sistema nervoso central. É a mais sinistra de todas e a que tem relação direta com a doença, apesar de ser rara de acontecer. A morte dos neurônios é que provavelmente causam um curto circuito no cérebro.

:. Dor associada a Depressão – existe um grande risco de pessoas com Parkinson terem depressão e que pode iniciar por causa da dor.

Essas dores geralmente são tratadas com medicações, fisioterapia, acupuntura, exercícios. Porém, quando associamos o tratamento com a saúde mental ou numa equipe multidiscilinar os resultados são melhores. Hoje alguns médicos colocam eletrodos na medula e no cérebro para controlar a dor.

Sites para pesquisar sobre Parkinson:

http://www.pdf.org/en/winter04_05_Pain_in_Parkinsons_Disease

http://fitmed.blogspot.com/2010/04/cientistas-comecam-ligar-os-pontos-do.html

http://parkinsonlimonada.blogspot.com/

Enfim, respondendo a pergunta: Parkison Dói!

Abraços

Artur Padão Gosling

Convivendo com alguém que tem dor crônica

10, agosto, 2010 Artur Sem comentários

É uma experiência única acompanhar e tratar pessoas com dor crônica. Mais único que isso é estar diariamente ao lado de alguém que sente dor há muito tempo. Único, difícil, cansativo e as vezes insuportável para qualquer um.

A pessoa que sente dor crônica se afasta de tudo e todos, não só porque está sentindo dor, mas também porque percebe o quanto as pessoas se sentem incomodadas com tanto sofrimento e limitações.

Por isso chamamos a dor crônica de doença crônica. O fato de ter virado doença afeta a saúde de forma geral. Quem está doente gosta de falar da doença, não é diferente com ninguém, pricipalmente com as dores / doenças da moda como a fibromialgia e dor miofascial.

A idéia de escrever esta postagem é mostrar como é fácil misturar a dor e o sofrimento como sintoma. Não é minha pretenção falar mal das pessoas que sentem dor crônica. Entendam que não é fácil lidar com as queixas e o sofrimento que a dor provoca. Cansa!

O familiar que convive

Da mesma forma que em outras doenças crônicas, a dor crônica provoca um desgaste intenso físico e mental nos familiares. Na fibromialgia, por exemplo, alguns familiares muito próximos também desenvolvem fibromialgia.

A fato da família não ser compreensiva e não ter a minima paciência de ter que ouvir queixas de dor é um dos grandes fatores que ajudam a dor a ficar persistente. Isso significa que a falta de apoio familiar destroi a pessoa com dor crônica = abandono.

Lembro de uma paciente que iniciou o tratamento com meu grupo de dor, ficou muito bem e do nada piorou abruptmente. Faz parte a piora, mas não abrupta. A paciente falou que todos os seus familiares a tratavam como inválida porque ela havia feito uma cirurgia.

Mas claro que isso não é receita de bolo. Muitos recebem apoio familiar que compreende o problema e ajuda no que for possível. Raros são os casos.

ahhhhh. como é bom ter uma familia unida e feliz!

O profissional que convive

Além dos psicólogos e psiquiátrias, nenhum profissional de saúde é preparado para lidar com o sofrimento, angústia, mau humor, medo, nervosismo, ansiedade, depressão dos pacientes. Tudo isso se mistura a dor ou muitas vezes é falado como dor.

Por várias vezes o terapeuta (profissional de saúde), além de não compreender a origem da sua dor, não aguenta a carga negativa de queixas. A barra de energia diminui. Perder a paciência é comum e ficar muito frustrado também, com a melhor das intenções de ajudar no melhor tratamento que o terapeuta pode oferecer. Isso se repete constantemente com os pacientes. Acabam visitando 300 profissionais distintos na busca de soluções milagrosas e rápidas para eliminar a dor de uma só vez. Já falei várias vezes aqui: milagre só a religião explica e soluções rápidas só com a velocidade burlesca. E ai a vida vai seguindo, a dor continua, as limitações persistem, o sofrimento aumenta e o isolamento também.

Por outro lado, é uma obrigação do terapeuta (no meu caso como fisioterapeuta) ter o apoio de um profissional da saúde mental para ajudar o paciente e ajudar a ele mesmo a lidar com a situação. Tarefa essa muitas vezes ignorada pelo ego e orgulho, principalmente de médicos e fisioterpeutas. E o tempo vai passando…

O paciente que convive

Um trabalho muito interessante realizado pelas enfermeiras Luciane Sanches e Magali Boeme da USP de Ribeirão Preto mostra como algumas pessoas convivem com a dor e separaram seus relatos em algumas frases:

-       algo incapacitante para vivenciar o cotidiano

-       algo que afeta o seu ser no mundo com os outros

-       algo que as pessoas ao redor não compreendem

-       algo cujo o alívio requer paciência

-       algo que requer saber conviver

-       algo que afeta a dimensão existencial

Veja o trabalho completo:

http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v36n4/v36n4a12.pdf

Outro trabalho muito interessante da psicóloga Adriana Loduca (Gatchel, 1996 e Loduca, 1999) da USP de SP descreve como a pessoa com dor crônica convive com sua dor. O nome do artigo é “Eu e minha dor: convivendo com um processo crônico”. Já viu que esse artigo é barra hein. HEHEHE.

:. “Eu sou a minha dor” – é chamado de caos total ou 2012. O corpo é a região que dói e a vida é voltada a tratamentos para a dor, causando muitas vezes desespero. Foco total na dor pensando sempre negativamente. A busca da vida, ao invés de ser o vale encantado, é a cura da dor.

:. “Eu e a dor dependemos um do outro”- quando não dói fica tudo bem, mas quando dói a vida acaba e não dá pra fazer mais nada. A dor persegue a pessoa igual ao “amigo oculto”.

:. “Eu odeio a dor” – a pessoa fica descuidada com o corpo e desgostosa da vida por causa da raiva e ódio mortal kombat da dor. Só procura ajuda quando precisa cuidar da dor.

:. “Eu me dou bem com minha dor”- a pessoa consegue conviver numa boa. A dor é desconfortável mas não causa temor. Esse é o estado ideal que procuramos manter os pacientes com dor crônica. Não é uma brastemp mas já é alguma coisa.

Resumindo: Não tá mas, tá bom. Nem carro eu tenho.

Ame sua saúde e:

:. Ao menor sinal de carência: arrume um namorado (a)

:. Ao menor sinal de tristeza: vá assitir As incríveis peripécias do ônibus atômico, mais precisamente a cena do pianista tocando “tangerina”.

:. Ao menor sinal de perda de paciência: apenas lamento.

:. Ao menor sinal de dor…

Dicas de saúde são sempre importantes né?

Até mais.

Abraços

Artur Padão Gosling

Fibromialgia – A dor do momento.

8, agosto, 2010 Artur 2 comentários

Voltando a ativa, a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) fez esse ano uma revisão muito boa sobre a fibromialgia. Claro que me senti no direito se repassar algumas coisas a vocês, mas não existem super novidades. Claro que é mais importante ler as fofocas na Tv Fuxico, porém para quem sente a dor da fibromialgia é.

A fibromialgia é diagnosticada nas pessoas com dor crônica quando não foi encontrada nenhuma causa específica para explicar a dor. E na sua grande maioria, os pacientes são diagnosticados de forma errada. A doença da moda número 2 é a fibromialgia. Quer saber qual é a número 1? Essa é fácil: o silicone!

Por exemplo, hoje as garotas não querem mais brincar de Barbie, elas querem o peito da Barbie. Os garotos… A saúde hoje está em segundo lugar, infelizmente: Sede é nada, beleza é tudo.

As pessoas que sofrem com fibromialgia apresentam muito mais do que dor em todo o corpo, que também é chamada de dor generalizada. Um conjunto de outros sintomas e problemas precisam estar presentes para diagnosticar a fibromialgia. Se você tem só dor, não deve ser fibro. Eu já tenho intimidade então posso chamar de fibro. Quando você terminar de ler a postagem também está autorizado, ok?

Se você acha que é fibromialgia continue lendo. Se você acha que é uma simples dor de barriga, pode também estar relacionado a fibro, então continue lendo. Mas, se você acha que é dor de cotovelo veja a super postagem sobre dor de cotovelo e veja o quão importante isso pode ser na sua vida http://dorescronicas.com.br/a-inexplicavel-dor-de-cotovelo/ Depois disso, continue lendo sobre fibro. HEHEHE.

– Vamos prestar atenção a outros sintomas

:. Dor crônica generalizada, nos dois lados do corpo, acima e abaixo da cintura.

:. Ter 11 de 18 pontos dolorosos sensíveis em várias partes do corpo.

:. Dor em toda coluna por pelo menos 3 meses.

:. Dores de cabeça.

:. Rigidez nas articulacões ao acordar.

:. Dificuldades para dormir.

:. Cansaço crônico.

:. Ansiedade.

:. Depressão.

:. Problemas no estômago e/ou intestino.

:. Disfunções na articulação temporomandibular.

:. Problemas na memória, concentração, atenção.

Além desses vários sintomas associados a dor, tem sido considerado como importante critério diagnóstico quando o paciente não para de falar sobre o que sente, sobre suas várias doenças ou sobre como ele sofre pela dor. Tenta meio que controlar a avaliação com descrições longas e vagas sobre suas queixas, o que dificulta a interação entre terapeuta e paciente. Mas isso que acontece não é de propósito, tenhamos muuuuuita paciência. A pessoa está doente e tenta  convencer os profissionais de saúde de que sua doença é real e muito importante. Muitas vezes não é bem compreendido e sente-se isolado e desamparado. O grande problema disso: a falta do correto diagnóstico. Eu fico imaginando alguém que está sofrendo por dor e ninguém consegue explicar o que é ou cada hora um diz algo diferente. Ai é muito fácil: fibromialgia. Hehehehehe. Brincadeira hein!

Bom, mais ou menos 3% da população mundial possui fibromialgia e sua grande maioria são mulheres. Mas como? O que não falta hoje é gente dizendo que tem fibromialgia. Só nos Estados Unidos, cerca de 5 milhões de pessoas pensam que tem fibromialgia. Queria ver uma estatística dessa no Brasil.

Agora vamos todos arregalar os olhos: sabe quem está muito propenso a ter fibromialgia? Os familiares dos pacientes que sofrem da doença. Acredito que a convivência com alguém que reclame e sofre de dor em todo corpo o tempo todo é “carga pesada” para o familiar.

– Quais são as causas?

Da mesma forma que na postagem anterior da série “desvendando os mistérios da dor” http://dorescronicas.com.br/desvendando-os-misterios-da-dor-fibromialgia/ não existem muitas novidades. Porém:

:. Acredita-se numa relação genética pois foram encontrados vários genes alterados em comum. Também foram encontrados genes alterados muito parecidos com os de outras doenças como a artrite reumatóide e transtornos depressivos. Não é nada não é nada, mas já é alguma coisa.

:. Fatores ambientais são considerados gatilhos para a fibromialgia. Isso significa que do nada, se algo acontecer, a pessoa pode iniciar os sintomas. Exemplos disso são os traumas físicos ou emocionais.

:. O ambiente de trabalho é considerado como um grande fator de início da fibromialgia. Trabalhos estressantes, em posturas sustentadas ou com movimentos muito repetitivos ou com grande insatisfação. Você estaria satisfeito com seu trabalho? Não reclame, seu trabalho é o melhor do mundo.

:. Estilo de vida sedentário por ter pouco exercício na rotina diária. O exercício físico regular é um dos elementos mais importantes para o tratamento da fibromialgia pois consegue organizar o nosso próprio sistema de controle de dor.

:. Desequilíbrio nos hormônios que regulam o estresse, como o cortisol. Em pessoas com dor crônica, é comum ter menos cortisol e mais adrenalina. Isso significa que a pessoa com dor fica em alerta constante, foco apenas na dor.

:. Pouca capacidade de regular processos inflamatórios. O organismo fica meio doido e algumas substâncias apresentam defeitos: pouca citocina anti inflamatória, mais substância P (provoca mais dor), fatores de crescimento neural e cerebral aumentados. Isso significa que qualquer processo inflamatório é mal curado e pode provocar mais dor.

:. Sistema de controle de dor pouco eficiente. Isso foi mostrado em exames de imagem do cérebro onde as áreas relacionadas a dor tinham mais atividade que o normal e pouca atividade nas áreas que controlam a dor. Também são encontradas nas pesquisas que as pessoas com dor crônica ou fibromialgia possuem menos substância cinzenta (massa cerebral) como se fosse um cérebro envelhecendo mais rápido.

– Tratamentos mais modernos

Como a dor não e o único sintoma, o tratamento envolve várias áreas da saúde e consequentemente vários tratamentos precisam ser aplicados:

:. Medicações que conseguem organizar a função dos neurônios ou estabilizadores da membrana neuronal (nome difícil hein?) ou anti convulsivantes.

:. Medicações como os antidepressivos.

:. Exercícios frequentes, principalmente os aeróbicos. É doloroso começar, mas os resultados vem com a persistência. Vale a pena investir, principalmente nos exercícios dentro da piscina.

:. Terapia psicológica chamada Terapia Cognitivo Comportamental. Vai direto ao assunto.

:. Tratamento em Equipe Multidisciplinar possui o melhor resultado mas precisa ter várias terapias diferentes: ter pelo menos um exercício físico, um tratamento psicológico, fora as medicações. Essa é a melhor chance do melhor resultado.

É isso ai. Quem quiser conferir o artigo acesse o link:

http://www.iasp-pain.org/AM/AMTemplate.cfmSection=Home&TEMPLATE=/CM/ContentDisplay.cfm&CONTENTID=11130

O texto está em inglês. Mas fiquem calmos. O texto completo em português estará no site do Centro Multidisciplinar da Dor www.centrodador.com.br a partir do dia 10 de agosto de 2010.

Grande abraço e até a próxima. Brevemente.

Artur Padão Gosling

Cirurgia de Endoscopia da Coluna para Tratar Hérnias de Disco

23, julho, 2010 Artur Sem comentários

Olá pessoal.

Ando muito relapso, confesso. Estou num período pesado de trabalhos e com muito pouco tempo para me dedicar ao super Blog da Dor Crônica. Mas, não posso deixar de mostrar o mais recente lançamento entre as cirurgias de coluna: a Endoscopia. Simplesmente tiraram o mesmo aparelho que os médicos usam para examinar o estômago e colocaram para retirar as hérnias de disco. Milagroso? Claro que não. Entretanto, é muito menos invasivo do que as outras cirurgias de coluna.

Usar esse aparelho, o endoscópio, para as hérnias não é novidade para os neurocirurgiões. Porém agora está ganhando mais espaço nas cirurgias minimamente invasivas. Na minha próxima postagem irei comentar sobre as cirurgias mais usadas para tratar a dor, dentro das que eu acompanho no meu dia a dia, que são: artrodeses lombar e cervical, radiofrequência, implante de neuromodulador e bomba de infusão intratecal (nome difícil né?) e a vertebroplastia.

Não criem pânico, por favor. Os nomes difíceis serão esclarecidos em breve, bem como o que a fisioterapia pode fazer no pós operatório.

Segue abaixo uma entrevista com o Dr. Alexandre Amaral, com que eu trabalho, sobre a cirurgia de endoscopia da coluna para tratamento de hérnias de disco.

—–

A Endoscopia da Coluna Vertebral é uma cirurgia recente para tratar hérnias de disco. Apesar de ainda ser pouco conhecida, os resultados impressionam, até mesmo os médicos. Através de um aparelho de endoscopia, semelhante ao que se usa no exame para o estômago, o cirurgião consegue retirar a hérnia que está comprimindo o nervo e causando dor.

Esta técnica inovadora já vem sendo utilizada pelo Neurocirurgião Dr. Alexandre Amaral, Diretor Médico do Centro Multidisciplinar da Dor (www.centrodador.com.br) e responsável pelo Ambulatório de Neurocirurgia Funcional e Dor do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Ele comenta sobre as vantagens desta cirurgia: “É um procedimento minimamente invasivo, com um corte de até 6mm, muito menor que o corte tradicional. É feita com anestesia local e o paciente fica acordado o tempo todo. Os riscos são muito menores, tem um baixo custo e a recuparação é muito mais rápida. Porém esta cirurgia não cura o paciente, ou seja, precisam ser identificados os fatores que levaram ao surgimento da hérnia e tentar corrigi-los”, ressalta.

O Dr. Alexandre acredita que esta cirurgia não vem para substituir os outros tipos de cirurgia de coluna e, na dor crônica, não irá curar o paciente. Para conseguir o melhor resultado em todos os aspectos, o Dr. Alexandre apenas realiza esta cirurgia se o paciente se comprometer a realizar um programa multidisciplinar de reabilitação, que hoje é o mais indicado para tratar a dor. Neste programa, que envolve a clínica de dor, fisioterapia e saúde mental, o paciente aprende sobre os vários aspectos da dor, prevenção, hábitos diários e como lidar com a dor incapacitante, além de exercícios e orientações para suas atividades, pricipalmente aquelas que podem aumentar o risco de hérnias de disco.

Entrevista recente no Jornal Nacional.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/07/nova-tecnica-para-cirurgia-de-coluna-oferece-menos-risco.html

Até a próxima

Artur Padão Gosling – Pada

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Ai Ai ou Au Au? A Dor nos Animais

25, junho, 2010 Artur 1 comentário

É muito interessante falar de dor em animais pelo seguinte motivo: eles têm a mesma estrutura de captação dos estímulos nocivos, as vias de transmissão, as áreas do cérebro, comportamentos parecidos, mas é ainda muito difícil avaliar as experiências de dor em animais.

Para tentarmos entender essa dúvida cruel, pesquisadores estudam justamente como o animal interpreta a dor. Cada vez menos acredita-se que o bichinho fofinho tenha componentes emocionais envolvidos e que seja uma resposta puramente física e instintiva.

A dor é uma experiência primitiva, ou seja, provoca reações animais nos seres humanos também: lutar, fugir, se esconder, se encolher. O que vier na telha no momento. Basta escolher o que vai ser feito.

Muitas situações podem provocar dor nos bichos, da mesma forma que nos humanos: traumas, tumores, doenças, infecções, inflamações ou até mesmo a dor se tornar crônica por problemas nos nervos, músculos e articulações. A expectativa de vida dos bichos aumentou muito, então o tempo de permanência com os problemas também aumentou.

Não temos como saber o quanto de dor o animal está sentindo, onde, como e o quanto é severo.

Vamos aos tópicos:

Possibilidade de ocorrer alguma lesão

Temos um sistema que é capaz de detectar os estímulos nocivos, o chamado sistema nociceptivo. É tipo um sensor que temos em todos os tecidos do corpo (músculos, nervos, ossos, vísceras) que é capaz de informar a central de informações (sistema nervoso) qualquer estímulo nocivo. Ex. água muito quente, superfície áspera, pedrinhas no pé, barulhos estranhos. Posso passar o dia fazendo isso. Mas os bichos também tem alguma coisa disso.

Os animais invertebrados (grilo, aranha, mosquito) possuem apenas reações aos estímulos nocivos (estímulo – resposta) e não tem cérebro para interpretar essas informações. Ou enchem o seu saco a noite inteira ou vão lá morder ou picar o seu dedão do pé direito (pé da sorte). Em contrapartida, sempre tem o do contra, a lesma e a sanguessuga tem todo esse sistema inteiro. Agora, se usam ai é outra história.

Já os animais vertebrados (peixes, anfíbios, répteis, aves) são capazes de processar a dor no cérebro. Possuem medula, tálamo e sistema límbico. Mas o que faz a diferença é o córtex cerebral que no ser humano é grande e nos outros animais é pequeno. O córtex, para que não sabe, fica na parte mais de fora do cérebro e é responsável pela memória, pensamentos, atenção, consciência, linguagem e percepção. Juntando isso tudo, os animais vetebrados usam o sistema opióide para controlar a dor.

Se sente dor eu não sei, mas que tá tirando o maior catotão isso sim.

Comportamentos

Algumas reações dos animais a dor:

- protegem a região dolorida, se encolhendo, lambendo

- comem menos

- mudam sua rotina diária estilo animal doméstico Garfield (comer, dormir, dormir, comer, dormir)

- interagem menos com o dono e afins

- ficam mais quietos no canto ou mais cansados facilmente

- aumento da respiração e batimentos cardíacos

- auto mutilação

- ficam mais agressivos ou tímidos

- ficam com cara de triste e apático – cara de bunda do dono

- latem, miam, rangem, reclamam e podem ficar mais carentes

Olha que engraçado. Não ficamos assim quando temos dor???

Os peixinhos, por exemplo, tem o sistema de alarme igual ao do ser humano. Em algumas pesquisas, deram morfina para testar a reação a dor. Que que aconteceu??? Ficaram doidões e cantaram “fool around, and find a new emotion, fool around, just driving by the ocean, fool around, so good if you come” http://www.youtube.com/watch?v=kQ_Aajbbv8s (mas sem dor).

Emoções dos bichinhos com dor

Estudos mostram que macacos, cães, gatos e pássaros podem mostrar reações emocionais e ficar deprimidos pela dor. Não precisava de muita ciência. Quem tem algum bicho em casa sabe muito bem como é.

Só que para ter dor, precisamos de consciência. Mas, poucos animais são capazes de demonstrar consciência, o que é necessário para interpretar a experiência e chamá-la de dor. Claro que isso é muito controverso. Se o animal pode reagir, porque não sentir, se muitos deles têm cérebro, mesmo pequeno? Se eu digo isso para a mãe da minha namorada e para ela também serei deportado imediatamente.

Alguns exemplos

- crustáceos – é possível que a lagosta use os opióides próprios para controlar a suposta dor da mesma forma que os animais vertebrados. Vai acabar cantando “fool around” com os peixes. Certamente o Homer Simpson não pensou nisso.

- Peixes – pelas reações ao usarem a morfina, eles então sofrem alguma dor quando são pescados. Liberam hormônios de estresse. Pense bem antes de comer novamente aquele Pirarucú gigante.

- Cães e Gatos – os sinais de dor são sutis. O gato esconde mais a dor e procura regiões mais frias do local onde está.

- Baratas, Formigas, Cupins e Mosquitos – sei lá mesmo, mas ninguém pensa duas vezes antes de matar.

Para terminar

Não tenho nenhuma experiência com animais, só seres humanos e olhe lá. Nunca tive bichos por muito tempo. Apenas quando tinha feira de animais no Shopping Rio Sul todo mundo ganhava peixinhos ou pintinhos. Os meus peixinhos apareciam na manhã do dia seguinte mortos do lado da TV. Acho que não aguentavam a pressão da casa. Os pintinhos rapidamente foram doados porque comiam e defecavam o dia inteiro. Já deve há muito tempo terem virado um monte de ossos. Lembrei também que tive dois gatos: pancho e a lola. Fizemos muitos treinamentos de guerrilha e sobrevivência doméstica, principalmente de como sair de situações drásticas: de cima do armário, de dentro do armário, de dentro de uma caixa, ao serem rodados 10 vezes e por ai vai. HÁ!

Um ponto super importante, vendo como o ser humano se comporta com um bicho, principalmente os de estimação, é que praticamente os tratamos como um ser humano.

Comem nossa comida

bebem nossa bebida

dormem na nossa cama

tomam banho junto

alguns usam a privada

passeiam com a gente e pintam o cabelo

vestem nossa roupa

vão ao dentista

fazem protestos frequentes

atacam a geladeira

ficam parecidos com o dono

Que mais eu poderia dizer? Tomam até banho de ofurô.

O pior é fazer aniversário e cantar parabéns com direito a chapeuzinho e bolo.

Ninguém merece. Tem até psicólogo (zootecnista). Muito dos bichos estarem assim é culpa nossa.

Enfim, qualquer mudança no comportamento do seu bichinho leve logo no veterinário, que não precisa ser um médico.

Links sobre matérias muito interessantes.

http://synararillo.com.br/?p=424

http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/fique-olho-humor-seu-animal-domestico-492470.shtml

http://www.wellcome.ac.uk/en/pain/microsite/culture2.html

Até a próxima

Abraços

Artur Padão Gosling – Pada

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Palavras que doem

18, junho, 2010 Artur 2 comentários

Já dizia minha bisavó (que não conheci), minha avó, mãe e também a super sogra: “cuidado com o que você fala menino, as palavras tem poderes”.  Por mais cabeça dura é a total verdade, que nem a Lei de Murphy explica. Tenho certeza que cada um terá sua maravilhosa explicação através da religião ou pela Força Jedi. Hoje vamos falar o que ainda não foi falado: como e porque certas palavras podem aumentar ou provocar dor, com um pouquinho mais de ciência.

Um exemplo é a palavra Fibromialgia. Só de ouvir já dá arrepios dolorosos.

Outro exemplo é a palavra Flamengo. Só de ouvir já dá um nó doloroso no estômago. Estou até me sentindo mal em falar. HEHE.

Um estudo publicado este ano na revista Pain (dor) foi feito por psicólogos da Universidade de Friedrich Schiller na Alemanha e que pegou 16 Jovens saudáveis estudantes para um experimento com vários tipos de palavras, 40 no total, que foram divididas em 4 grupos:

  1. Relacionadas a Dor – ex. excruciante, esgotado, atormentado
  2. Positivas – ex. beijando, refrescando, esquentando
  3. Negativas – ex. sujo, fedido, mofado
  4. Neutras – ex. cubo, forma oval, auditório

Sendo assim, eles deveriam realizar duas tarefas:

  1. Imaginar uma situação que correspondesse com a palavra que aparecia na tela do computador. Ex. paralizante, cansativa, sujo
  2. Decifrar um quebra cabeça e ler a palavra no computador ao mesmo tempo, para tentar distrair a pessoa.

Com isso, foi passada uma xerox do cérebro (Ressonância Magnética Funcional) durante as duas tarefas.

Ahhhhh meus 15 anos!

O resultado final foi que as palavras que estavam relacionadas à dor provocaram maior atividade no cérebro, mais precisamente  nas áreas relacionadas aos comportamentos de evitação, medo, ansiedade e memória. Essas áreas também se ativam nas situações que precisam de nossa atenção. Enfim, a dor faz com que a pessoa mude o foco para a própria dor, chamando a atenção para si mesma, de forma egoísta.

:. Áreas ativadas na tarefa de imaginação: percepção da dor (dimensão cognitiva)

- Córtex pré frontal dorsolateral – área de planejamento do movimento, organização, memória, ajudando nas reações e comportamento das situações que passamos.

- Giro parietal inferior – percepção das situações e sensações (Justo estar aumentado).

- Pré cuneus – atenção. A dor demanda maior foco para a própria dor

:. Área ativada na tarefa com distração:

- Cíngulo anterior ventral – emoção e motivação. Mesmos distraídos a dor provoca reações que trazem significados para cada um de nós.

:. Área com a atividade diminuída:

- Cíngulo anterior dorsal – identificação e resposta aos estímulos. Depende muito de como iremos reagir ao estímulo de dor, pois é muito pessoal. Será ficar com medo? Correr ou fugir? Combater de frente?

As palavras podem ser capazes de gerar curto circuitos no cérebro, na neuro matrix (http://dorescronicas.com.br/teoria-da-neuromatrix-da-dor/). As áreas mais ativadas no exame foram aquelas relacionadas aos comportamentos de evitação, medo, ansidade: Sistema Límbico, sistema das emoções. A memória das experiências de dor que temos fica lá armazenada. Vale a pena ler o artigo da Herta Flor, psicóloga, sobre Memórias Dolorosas – http://www.nature.com/embor/journal/v3/n4/full/embor178.html

Se passamos pela mesma situação dolorosa ou outra parecida, as memórias podem vir a tona, provocando reações dolorosas mesmo que não tenha acontecido nenhuma lesão.

Um evento que foi importante para a pessoa é suficiente:

“comecei a sentir dor quando meu cachorro morreu”. Ao lembrar-se deste evento e vir aquela melancolia ou saudade a dor pode aparecer novamente.

“minhas dores começaram quando tive a primeira DR com minha namorada”. Anos depois, durante ou após um nova infeliz DR, podemos lembrar daquela primeira marcante e como foi a dor, trazendo novamente a memória de dor.

Enfim, isso irá variar de acordo com as experiências de vida de cada um de nós.

O que aprendemos com isso?

As palavras podem ajudar ou prejudicar o tratamento.

As palavras podem aumentar ou diminuir sua dor.

Pensar positivamente ajuda, negativamente piora.

Se o foco está na dor, ruim. Se o foco está em outros aspectos, melhor.

Ainda será necessário fazer um estudo deste em pessoas com dor crônica, para ver como que o cérebro reage a essas palavras. Provavelmente outras áreas estarão ativadas por causa do curto circuito.

PALAVRA É TÃO IMPORTANTE QUE INDUZ NOSSOS PENSAMENTOS

PEDIU E LEVOU

ATÉ EU SENTI ESSA

O QUE SERÁ SERVIDO? LINGUIÇA? RABADA?

É isso ai. cuidado com a palavra dolorosa falada e pensada. E para lembrar o que descobri recentemente e é altamente relevante na nossa vida: A lagosta não sente dor como nós. Pode cozinhar viva a vontade que ela não vai se sentir emotiva. Até mesmo passear com ela.

Abraços

Artur Padão Gosling – Pada

Super Blogs sobre Saúde

14, junho, 2010 Artur 3 comentários

Coloco para vocês agora alguns blogs que eu recomendo e acesso frequentemente.

É tão bom escrever uma postagem sem ser sobre dor né????

Vale a pena entrar e varrer todas as páginas. Muita informação de qualidade.

Os endereços deles também estão disponíveis na página “Contatos Gerais”.

Ai vai.

Guia do Fisioterapeuta

Humberto Leal

http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/

14-F

Geraldo Barbosa

http://geraldobarbosa43.blogspot.com/

Faça Fisioterapia

Dani Souto

http://www.facafisioterapia.net/

Fit Med Saúde

http://fitmed.blogspot.com/

Mobilidade Funcional

Rodrigo Queiroz

http://mobilidadefuncional.blogspot.com/

Quiropraxia na Mooca

Pablo Valverde

http://quironamooca.blogspot.com/

Mais Fisio

Fabio Perissé e Carla Danielle

http://blog.maisfisio.com.br/

Portal Saúde Brasil

Natanael Arruda e Mônica D`Arruda

http://www.portalsaudebrasil.com/

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Espero não ter esquecido de ninguém.

abraços

Artur Padão Gosling – Pada

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Desvendando os mistérios da dor: fibromialgia

13, junho, 2010 Artur 5 comentários

Talvez não exista outra palavra melhor para descrever algo que só de pensar já dói: a fibromialgia. Talvez seja hoje a doença mais falada de todas quando pensamos em dor intensa e limitante. Sem claro desmerecer a dor da cólica renal, neuralgia do trigêmeo e o infarto, que são ditas como as piores possíveis. Há também aquelas mulheres que vão dizer que a dor do parto normal é a pior de todas. Ainda bem que não sou mulher.

Desvendando a palavra: fibro, tecidos fibrosos; mio, músculos; algia, dor.

A dor na fibromialgia apresenta algumas características próprias, o que causa muita confusão. Parece que todo mundo agora está com fibromialgia, só porque dói o corpo todo. Quem já não teve dor no corpo todo quando pega uma gripe? Então rotular alguém e diagnosticar como fibromialgia pensando apenas na dor irá errar com certeza.

É bem mais comum nas mulheres, entre 40 e 60 anos. As pessoas que realmente tem fibromialgia demoram cerca de 2 a 3 anos para serem diagnosticas. Bizarro hein?

:. Como é a dor?

Em todo corpo e de forma persistente, profunda, difusa, latejante. Todos os tecidos como pele, músculos, ligamentos, articulações ficam mais sensíveis ao toque, movimento e a todos os tipos de estímulos, até mesmo calor ou frio. A dor aumenta com a repetição destes estímulos (somação temporal), temos presença de alodínia (http://dorescronicas.com.br/desvendando-os-misterios-da-dor-–-alodinia/). Existem pontos específicos mais dolorosos que são usados na avaliação.

:. Porque dói o corpo todo?

A teoria mais recente fala sobre a falha do nosso sistema de controle de dor, chamado pelo nome difícil de “sistema supressor da dor”.

Como não tem causa definida, vamos mudar o termo para Síndrome Fibromiálgica. Não se sabe ainda porque isso acontece, mas vou mostrar outras teorias:

Alterações nos hormônios – dois deles são muito importantes: aumento do cortisol, que é liberado nas situações de estresse e por ajudar na inflamação; diminuição do hormônio de crescimento (GH), que renova as células, sendo que sua maior liberação ocorre durante o sono profundo. Se a dor provoca estresse ou o estresse provoca dor, temos mais cortisol presente. Se não conseguimos dormir, não conseguimos liberar o GH e por isso não temos renovação das energias do corpo, provocando cansaço (fadiga) intenso.

Grande diminuição da serotonina – substância que ajuda a controlar a dor.

Excesso de substâncias dolorosas como a substância P e fator de crescimento neural no líquior. Isso significa que o corpo fica mais sensível a tudo.

Curto circuito no sistema nervoso central, aumentando a sensação dolorosa.

Fatores genéticos familiares – mudanças nos genes de alguns sistemas, como o da serotonina e dopamina.

:. Como a dor não é o único sintoma, vamos falar dos outros:

- cansaço (fadiga) intenso

- problemas para dormir

- rigidez nas articulações

- perda da memória recente

- problemas afetivos

- problemas cognitivos

:. Outros problemas associados a Síndrome Fibromiálgica:

- depressão e ansiedade em níveis altos

- estresses pós traumáticos

- síndrome da fadiga crônica

- síndrome do cólon irritável

- dismenorréia, cistite intersticial, outras alterações reumáticas e problemas na articulação temporomandibular, cefaléias

Resumo no quadrinho abaixo:

Dizem que a pessoa com fibromialgia carrega um grande peso nas costas:

Todo esse conjunto de problemas citados acima envolve a síndrome fibromiálgica. Achei um site muito interessante www.fibromialgia.com.br que tem muitas informações.

Alguém fez uma associação com as letras da palavra fibromialgia e ficou muito interessante – em inglês tá? Não vai ficar tão certinho por isso inventei algumas letras nas frases

FFadiga

IIrritação

B – Sobrecarga CereBral

R – PeRnas inquietas

O – Diversas Outras síndromes

M – Dor Muscular e articular

I - Nunca sentIr-se bem

AAnsiedade e Depressão

L – Perda do ControLe

G – Tristeza e preocupação Geral

I – Disfunção do sistema Imunológico

A – VidA se torna uma luta

Esse é o tipo de problema que só conseguirá ser tratado num centro de tratamento multidisciplinar da dor. Um conjunto de medicações, técnicas da fisioterapia, exercícios aeróbicos, de força e alongamento, terapias psicológicas é que podem fazer a diferença no tratamento. Além disso, mudanças nos hábitos, crenças, atitudes, comportamentos e enfrentamento da dor precisam ser bem explicados, ou seja, é um processo de educação longo que, junto ao tratamento, faz a diferença.

No Rio de Janeiro existe apenas uma clínica particular que faz esse tipo de tratamento: centro multidisciplinar da dor www.centrodador.com.br descrito acima neste blog. Também existem alguns centros multidisciplinares em hospitais públicos como no Hospital dos Servidores do Estado (vide página deste blog), Hospital da UFRJ no Fundão e acho que na UERJ também. Em São Paulo a referência é o Hospital das Clínicas da FMUSP, onde fiz uma das minhas capacitações em dor.

Boa sorte aos que tem esse tipo de problema e corra rápido para o tratamento multidisciplinar. Não perca tempo.

Grande abraço

Artur Padão Gosling – Pada

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Reportagem Globo News

30, maio, 2010 Artur Sem comentários

Caros e Caras pessoas que buscam incansavelmente informações sobre dor crônica.

A clínica que eu trabalho, Centro Multidisciplinar da Dor (www.centrodador.com.br), apareceu na reportagem do Espaço Aberto Saúde da Globo News na terça feira passada e estou passando o link abaixo para que vocês possam assistir.

Vejam que muito do que coloco aqui de matérias será falado na reportagem. Divirtam-se.

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1595813-17665-382,00.html

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