Neuralgia por Herpes Zoster dói pra…

Experimentar uma dor neuropática é para poucos. Agora, experimentar uma dor neuropática causada por Herpes Zoster é inesquecivelmente doloroso. A estrela ilustre internacional é um velho conhecido, desde os primórdios da nossa existência, o famoso vírus da catapora (varicela-zóster). E ele é especialista em filmes cutâneos. Mas, quando dá nos nervos, chamamos de neuralgia pós herpética. 

Cerca de 20% das pessoas que tem a herpes zoster na pele desenvolvem neuralgia pós herpética, sendo 15 vezes mais comum em pessoas acima de 50 anos. O vírus da catapora ressurge das trevas ao menor sinal de zebra imunológica, se depositando no sistema nervoso em si, principalmente o corno posterior da medula, gânglio da raiz dorsal e nervos periféricos. Esse filme só agrada ao próprio protagonista e seus fãs de carteirinha.  

São 3 fases desde a infecção viral até a dor neuropática crônica:

– Fase 1 – – A volta dos mortos vivos 

– Fase 2 – – A volta do todo poderoso

– Fase 3 – – A volta dos que não foram 

Na área da saúde, os sintomas que antecedem uma doença ou condição são chamados de pródromo, como numa pré estréia de filme. Os sintomas prodromais da neuralgia pós herpética são escolhidos a dedo e todos bem dolorosos. Logo em seguida surgem as lesões de pele que seguem trajetos neuroanatômicos, ou seja, o mesmo caminho de nervos ou dermátomos. As lesões de pele vão embora e a dor fica! 

Do agudo para o crônico, do sucesso ao fracasso artístico, a neuralgia pós herpética queima, arde, alfineta, coça, não dá nem para tocar, assoprar e as vezes nem tomar banho. Pode ser localizada ou em vários trajetos de nervos. E pode ser bastante inesquecível. Aquele velho filme de não deixar uma dor aguda se tornar crônica é mais que verdade. Tratamento precoce da fase aguda do herpes zoster pode previnir a evolução para dor crônica. Caso não funcione, o futuro é gerenciar os sintomas com remédios, recursos físicos, se exercitar e estimular o sistema nervoso já bem nervoso. 

Escolha os filmes certos, com os atores certos. Não sei se o filme será bom, mas acredite que expectativa e realidade irão combinar. Senão filme, quem sabe de volta pra casa com Lulu!

Artur Padão

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