A educação em dor ao estilo “fala que eu te escuto”

Ouvir é o seu sentido primordial para captar sons. Escutar é uma arte primordial que demanda sua atenção. Portanto, “Pain Attention” no que o doloroso paciente fala. Você poderá escutar histórias incríveis sobre a dor, onde nenhum outro homem jamais a sentiu.

A relação que terapeuta e paciente desenvolvem durante uma sessão ou consulta depende de quanto ambos estão dispostos a escutar. Educação em dor se constrói com educados e educandos, portanto dolorosos e doloridos. Isso também depende do interesse de cada um, como na verdade sair pela primeira vez com aquela (o) gatinha (o) que você conheceu no “face”. Algum interesse precisa existir, caso contrário será um encontro furado.

A arte de escutar depende da importância que será dada ao discurso. E essa, CurtiDor, é a praia de copacabana de bispos e pastores. “Fala que eu te escuto” é o primeiro contato entre eles. O primeiro contato foi primordial para deixar o “paciente” a vontade para falar sobre seu problema, que as vezes não é dor especificamente, mas é falado como dor.

Explicar sobre a dor é encontrar um sentido diferente para o que sente de tão desagradável. A neurociência da dor explicada por meio de gírias, metáforas e associações só terá sentido se aquilo for a praia do paciente. Tem que ficar claro. Isso é escutar o que o paciente tem a dizer, se realmente fez sentido e que nem tudo no manejo da dor funciona como na época das cruzadas.

O “fala que eu te escuto” é sentar na frente do paciente e dizer “como posso lhe ajudar”, “o que está acontecendo” ou “o que trouxe você aqui”. Mas, lembre-se: ouvir é diferente de escutar. Educação em dor se faz com atenção.

Fala que eu te escuto, dor!

Artur Padão

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