Os caça-dores de mitos, parte 1: a bolinha mágica

Nesta série de postagens dolorosas, iremos testar os grandes mitos e lendas que envolvem o estudo da dor, mas que dão o que falar. A dor nas costas, grande vilã da saúde e da doença, recebe todos os troféus de entidade mais incapacitante do mundo. E, claro, recebe também todos os tratamentos eficazes do mundo.

O caça-dor de mitos Artur Padão e sua equipe, há tempos correm os 4 cantos dos estudos da dor para testar os mitos e verdades mais bombásticos, sem dó, nem ré, nem fá e nem piedade. Uma viagem “internética” foi necessária para o pubmed, local onde vários mitos são rapidamente quebrados ou caem por terra, de forma cientificamente “fofa”.

Quem nunca quis um relaxamento daquele músculo tenso nas costas? É quase que um troféu pelo ótimo desempenho pós exercício fisico: a massagem com a bolinha mágica nas costas. Produz um efeito tão bom, mas tão bom que se não for feita, corre o risco do paciente ter dor por causa disso. O fato é que nunca se testou o efeito da massagem da bolinha mágica nas costas, apesar das várias promessas sobre o alivio da dor e afins.

Quando qualquer opção de alivio da dor passa pela “inquisição” científica, se não funcionar, a ciência dolorosa não perdoa. A bolinha mágica não passará jamais por um mico desses, corre o risco de ser vendida só nas lojas americanas. Mas, o mito da bolinha mágica continua como um mito ou talvez uma lenda do manejo da dor. Ao ser testada no pubmed, o feno passou ao fundo com o vento forte noroeste.

A bolinha mágica continuará a ser usada em todos os 4 cantos do estudo da dor, como várias outras “opções de tratamento” sem dose, tempo ou piedade. Ahhh, mas a bolinha de tênis pode, né? Claro que pode! Liberação miofascial fica mais “chique-científico”? Opa!

Portanto, a bolinha mágica alivia a dor porque ela é mágina, e não porque a bolinha é eficaz. Ir ao tratamento por causa de uma bolinha é como ir ao cinema por causa da pipoca: faz realmente toda a diferença?

Bolinha mágica = mito confirmado!

Artur Padão

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