Neuromatriz e dor: O que é o que é?

dor e matrizNossa rede de processamento da dor, como os curtidores de carteirinha conhecem, é chamada de neuromatriz da dor ou dolorosa. Várias áreas do sistema nervoso participam e influenciam a ativação da neuromatriz. Por isso vamos dividir essas áreas em 4 grandes grupos: movimento, sensações, emoções e memória. Isso é importante, pois quando sentimos dor, ela “começa” por alguma dessas áreas. Como um gatilho neuronal.

É só pensarmos sobre a experiência. Como foi? Como começou? O que será que estava acontecendo? O que passava pela cabeça?

Experiências dolorosas que envolvem o movimento acontecem pelo próprio movimento. Lesões, excessos de movimento. Pensar que o movimento vai doer também. Tentamos separar as áreas cerebrais, mas na verdade tudo é integrado e o movimento é extremamente influenciado por todas. O corpo reage.

Experiências dolorosas que envolvem as emoções são disparadas por eventos emocionais: brigas, aborrecimentos, pensamentos negativos, preocupação, situações de medo, estresse…”são tantas emoções”. Porém, dor e emoção são “sentidas no corpo”, mudam nossa forma de se movimentar.

Experiências dolorosas que envolvem sensações é exatamente ao pé da letra: bombom sensações da garoto! Sensações essas que tem múltiplas vertentes, como o que acontece no ambiente (temperatura, cheiro, barulho, luz…), sensações mais físicas como perceber seus sinais fisiológicos e por ai vai.

E por último, porém não menos importante, as experiências que envolvem a memória estão relacionadas a eventos passados, que ficam registrados em nosso HD cortical. Tudo o que possa ter sido “doloroso” na vida, desde “tantas emoções” até movimentos potencialmente dolorosos entram na jogada. Se lembrarmos de um fato ou evento, e alguma dor aparecer, é bem provável que tenha sido desagradável.

Enfim, observar detalhes sobre a experiência dolorosa pode tornar essa experiência talvez menos dolorosa. A própria Lei de Murphy já dizia: se algo der errado, é porque tinha grande chance de dar errado”. Se algo dói, é porque a probabilidade de doer é totalmente cortical.

Artur Padão – Dorterapeuta

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