Dor persistente: Dopa ou não “dopamina”?

O estudo da dor permite você mergulhar em um universo pra lá de doloroso. E a dor, só é possível, se nossos neurônios quiserem. E, para isso ocorrer, os neurônios conversam entre si em um ambiente líquido, aquoso e salgado, com nossos parceiros chamamos neurotransmissores.

Os neurotransmissores são como os vários tipos de bebidas alcoólicas disponíveis. Cada uma tem um teor de álcool e sabores diferentes, o que permite você escolher a vontade. Dentre eles, hoje é o dia de falar da dopamina, nosso motivaDor natural.

Na verdade, a dopamina ajuda em tanta coisa, que podemos dizer que mistura pequenas doses de várias bebidas, mantendo nosso foco, motivação, concentração, qualidade dos movimentos do corpo, planejamento de ações e por ai vai. A falta da dopamina em nosso corpo, perturba tudo isso, além de afetar o sono, libido, memória, causar fadiga e também nossa temida dor.

Alterações nos níveis de dopamina, especialmente para uma menor dose, apareceram em vários estudos, como na dor lombar persistente, “fibromialgia” e dor associada a doença de parkinson.

http://www.jneurosci.org/content/35/27/9957.short

http://www.utdallas.edu/news/2015/5/6-31524_Brain-Chemical-May-Offer-New-Clues-in-Treating-Chr_story-wide.html

Dopa ou não dopamina? Dopa sim! Várias possibilidades podem aumentar os níveis de dopamina e ajudar no controle da dor, como o exercício físico de fortalecimento muscular, alguns alimentos, medicações ao estilo dopaminérgicos e até mesmo cirurgias no cérebro para estimular a produção de dopamina.

Dopa ou não dopamina? Dopa sim! O aumento dos níveis de dopamina ajuda a gerar mais alivio da dor e aumenta o efeito de medicações analgésicas (opioides).

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20471111

Dopamina sim! É verdade este neurotransmissor!

Artur Padão

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