Crenças sobre dor: O mistério “Ricardo Eletro”

dor e crenças1“Se eu acredito que sentir dor é normal, então ter dor é normal”

Uma frase como essa revela informações muito interessantes sobre a condição de saúde de uma pessoa com dor persistente. E, claro, como ela pensa. Talvez para ela, ficar sem dor não é uma opção. Muitas pessoas pensam dessa forma, as vezes colocam justificativas religiosas e informações médicas acima de qualquer coisa. As crenças são opções para seguir a vida diária, é tudo o que a gente acredita.

Vamos nos colocar no lugar de uma pessoa com dor persistente, que diz que sentir dor é normal. Ai chega o Super Profissional, e logo dá na lata que não é normal sentir dor. Ou quando alguém diz que não pode se movimentar por dor ai eu chego e digo que a pessoa pode se movimentar.

Já fiz isso inúmeras vezes…90% das vezes meus pacientes tiveram mais dor, mais incapacidade ou saíram do tratamento.

Aonde está o erro cognitivo comportamental grave?????? Conflitar a verdade de alguém. Quem sou eu ou quem é você para dizer o contrário? Para desmistificar, descontruir, modificar ou reajustar uma crença, precisamos de outra para colocar no lugar.

Hoje, a ciência julga algumas crenças como disfuncionais, as quais podem trazer prejuízo as atividades e rotina das pessoas. Então, se você observa e percebe que o que o paciente acredita está lhe trazendo prejuízos diários, funcionais, mais dor, mais sofrimento e incapacidade, vamos “comendo o pão da casca para o miolo”.

Uma ideia inicial: “se eu penso, logo existo” que dobrar o corpo para frente vai machucar ou doer (pensamento) , logo eu acredito que o movimento machuca ou dói (crença). Se isso acontece, a tendência é não movimentar ou criar outras estratégias como ser mais lento, mais cuidadoso, movimentar outras regiões do corpo, verbalizar mais dor, necessitar de auxilio (comportamento) e por ai vai.

Do Pensamento a Crença. Da Crença ao Comportamento!!! Isso é importante, mais do que o alongamento!!!

Artur Padão – Dorterapeuta

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