CONHEÇA A ESCALA VISUAL ANALÓGICA: NOSSA EVA DA DOR

Adão e Eva fazem parte da história da criação do mundo, onde nem tudo era só jardins do éden, mesmo naquela época. Por mais paradisíaca que Eva pudesse ser, ela foi uma dolorosa verdade para um mundo de pecados, mesmo com uma simples maçã.

Dentro da história do estudo da dor, a nossa EVA da dor se chama Escala Visual Analógica de intensidade da dor. Um instrumentos simples, prático e considerado reprodutível, confiável e aplicável na prática diária do atendimento de pessoas com dor.

A nossa EVA funciona da seguinte forma: uma régua de 10 cm com duas extremidades, onde você encontra na extremidade 0 (zero) “nenhuma queixa de dor” e na outra extremidade 10 (dez) “pior dor possível”. A pessoa deve marcar nesta linha o quanto de dor está sentindo. Para transformar a linha em números, basta virar a régua do outro e ver a contagem ou usar uma régua numérica (na foto, você pode ver as duas faces da régua).

Mais simples impossível. Como na vida, nem tudo são jardins do éden. Apesar da facilidade, a nossa EVA da dor pode não representar a intensidade da dor da melhor forma. Dor sempre é uma experiência subjetiva e terá influência de múltiplos contextos. As vezes, é melhor usar outras opções para avaliar a intensidade da dor, como dar uma forma verbal, numérica, faces, cores ou qualquer outra forma que possa ajudar nos jardins do estudo da dor.

A nossa EVA é como a relação entre duas pessoas que se curtem: simples no início, complicada ao longo do tempo, mas que funciona se ambos se derem bem. Pecado mesmo é ficar com dor o tempo todo. Isso sim, deixa de ser paradisíaco.

Artur Padão

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