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Textos com Etiquetas ‘dor’

Curso sobre Fisioterapia no Manejo da Dor

19, abril, 2011 Sem comentários

Caros Blogueiros Doloridos Crônicos Profissionais Fisioterapeutas. Enfim, iniciamos a divulgação do primeiro curso sobre Fisioterapia no Manejo da Dor que será realizado em Brasília, DF, local onde está o poder. Este é o primeiro curso especificamente sobre dor para fisioterapeutas e o conteúdo está voltado para a sáude e educação, que é mais importante do que as técnicas.

Super Curso nos dias 23 e 24 de julho de 2011.

De Brasileiros para Brasileiros. Chega da invasão estrangeira! Chega de carros importados! Chega de Macbooks Pro e Ipads! Esses dois últimos não, nem pensar! HÁ!

Temas como neurofisiologia, fisiopatologia e educação em dor recebem destaque e merecem a atenção do fisioterapeuta.

O mais interessante é que o curso está aberto a outros profissionais de saúde. Gostaria muito que os Educadores Físicos se incluíssem neste público alvo.

Quem tiver interesse entre em contato com o Dr. Arthur Ando em Brasília que estará a frente da organização. Os demais contatos estão no PDF abaixo. Calma, Calma. Em breve no Rio.

Organização geral para não haver ciume entre os ministrantes:

- Artur Padão Gosling – artur@centrodador.com.br

- Arthur Ando – 61 9986-8350

- Pablo Marinho - http://pablomarinho.blogspot.com/

 

Se quiser, confira um pouco mais sobre o curso na Página “Cursos” do Blog da dor Crônica.

PDF - fisio manejo da dor

Abraços

Artur Padão Gosling – Pada

CENTRO MULTIDISCIPLINAR DA DOR: O QUE É???

9, janeiro, 2011 2 comentários

Sempre vemos todos falarem sobre o tratamento da dor ser multi daqui, inter dali. Inclusive nos congressos, todos afirmam isso.

Então vamos a primeira pergunta: se é o melhor, porque a maioria dos profissionais que tratam dor não trabalham de forma multidisciplinar?

Segunda pergunta: se é o melhor modelo de tratamento da dor crônica, porque os pacientes não são tratados lá?

Terceira e última pergunta: será que estamos com isso contribuindo para a dor ficar crônica?

Quantas perguntas, quantas emoções. Vou tentar uma resposta para cada uma delas, mas aviso logo que minha sinceridade pode estar acima da lei.

Para chegar as respostas, vamos entender o que é o tal centro multidisciplinar da dor que tanto é falado e comentado.

O Centro Multidisciplinar da Dor é um local onde profissionais de saúde de diversas áreas trabalham em equipe com objetivos em comum:  o tratamento da dor, qualidade de vida, retornor as atividades. Que fique muito bem claro que para ser multidisciplinar, como o próprio nome diz, vários profissionais diferentes são integrantes. Falo isso porque conheço vários centros desses, principalmente em SP que possuem na equipe somente médicos ou somente fisioterapeutas.

Grandes Equipes, Grandes Profissionais. Dr. Mouse em ação.

com os créditos de http://goldtuganime.biz/forum/viewtopic.php?f=151&t=1884

Para que o trabalho multidisciplinar possa realmente ocorrer, todos precisam:

Trabalhar no mesmo local

É altamente importante para conhecer melhor os integrantes da equipe, trocar experiências, poder ver ao vivo e não no youtube o colega atendendo. Além disso, onde mais o paciente poderia ser atendido ao mesmo tempo por um fisioterapeuta, médico, psicóloga e afins?

Compartilhar experiências

Numa equipe, a equipe tem a palavra final. A visão de cada profissional sobre o paciente e sobre a dor do paciente é resultado de experiência. Claro que, poucos são os profissionais que “rayalmente” abrem seu coração para outro (no sentido profissional).

Falar a mesma língua

Não é todo mundo falar português ou inglês não tá? Muito menos Klingon. É simplesmente todos os profissionais falarem conceitos em comum, entender sobre dor, saber falar de cada área na saúde que trata dor e principalmente, depender do colega para o melhor resultado. Ex, o fisioterapeuta que se dispõe a trabalhar assim precisa saber, entender e se interessar pelo trabalho do médico, psicóloga, dentista, etc.

Escutar o chefe, mesmo que você seja contra

Não precisa nem comentar né? A frase já diz tudo.

Para aqueles que acham difícil lidar com seu chefe, não faltam dicas na internet.

http://www.administradores.com.br/informe-se/entrevistas/carreira-recursos-humanos/como-lidar-com-um-chefe-dificil/4/

http://picaroponto.com/artigos/como-lidar-com-chefe-dificil

http://www.blogdamulher.com/como-lidar-bem-com-o-seu-chefe/

Para montar um centro desses é necessário muito esforço e dinheiro, se for particular. Ter pessoas interessadas em sua causa e que vão apoiar a iniciativa. Agora, se for montar um no hospital, cuidado com os abacaxis que serão criados pelos seus ilustres colegas do hospital.

Para encerrar, vamos as respotas:

Os profissionais que tratam dor não trabalham de forma multidisciplinar porque não estão afim, porque dá muito trabalho, porque são formados para serem individualistas e, o que eu mais acredito, é que não recebem instruções ou ferramentas para se trabalhar em equipe. Também, na verdade, são poucos os centros de dor existentes, por ex, no RJ públicos (Pedro Ernesto, Fundão, INCA, Servidores) e apenas 1 privado (Centro Multidisciplinar da Dor – www.centrodador.com.br)

Os pacientes não são tratados lá porque não sabem que existem esses centros. Alguns são iludidos pelos profissionais de saúde que prometem curar ou resolver o problema.  Porque ainda os profissionais de saúde trabalham dentro de um modelo onde acham que a dor é apenas resultado de doenças e patologias (modelo biomédico). Para quem não sabe, esse modelo já foi substituido a mais de 30 anos e continua por ai insistindo.

Estamos sim contribuindo para a dor crônica. Eu acredito que a falta de comunicação entre os profissionais e os pacientes é um dos grande fatores para a cronificação da dor. Quem está errado? Ambos, mas talvez seja melhor entender o problema do que criar mais problema. Só vejo reclamação, inclusive minha.

Então, os pacientes que sofrem de dor crônica devem ser tratados em Centros Multidisciplinares de Dor. Todo mundo acha.

Lembrar o seguinte: tratar a dor não é tratar lesão. Tratar a dor é tratar uma pessoa que pode ficar doente por dor. Quando entendermos essa diferença, talvez as coisas melhorem.

Curta minha página do facebook - http://www.facebook.com/blogdadorcronica

Fiquem Serenus.

Artur Padão Gosling – Pada

2011 – Contra a Dor Aguda

5, janeiro, 2011 5 comentários

Olá a todos. Espero que tenham curtido as festas, com dor controlada e com uma bela loira gelada.

A única dor aceitável é a dor da consciência, por se encher de peru e rabanada. Eu comi apenas castanhas, passas e frutas da estação. HEHEHE.

Chegamos a mais um ano e parece que ontem foi 2010. Quase ontem pelo menos. Enquanto muitos acompanham a Dilma no poder brasileiro, outros investigam a vida da mulher do vice presidente (curti) e claro, as pessoas totalmente desocupadas procuram compará-la a Geyse Arruda de forma forçada (não curti). Mas, mesmo sendo inútil, alguém tem de fazer o trabalho sujo para que a gente possa rir um pouco. Afinal de contas, nem tudo são dores na vida.

Enfim, após as belas palavras introdutórias, o ano de 2011 está marcado por uma campanha internacional contra a dor aguda. Quem a criou foi a associação internacional para o estudo da dor, a qual participo. Existem informações sobre essa campanha no site da IASP www.iasp-pain.org porém apenas em inglês. Em breve o grupo que eu trabalho irá realizar uma campanha nacional.

O que isso tem a ver com o Blog da Dor Crônica? Simples, antes de ser crônica a dor começa como aguda. Então, entender e evitar que a dor aguda persista e fique crônica se faz necessário.

A dor aguda faz parte do nosso dia a dia. Faz o nosso corpo se proteger e reagir estímulos perigosos: temperaturas altas, pedrinhas, agulhas, azeitonas na pizza, sogras.

Para termos dor, o nosso cérebro é quem decide. Por isso, nem todo bebê que damos um beliscão no braço sente dor (nunca fiz isso ok?). Por isso, cada pessoa tem a sua tolerância pois é totalmente individual.

Mas, aonde começa a tal dor aguda?

Imagine que você está na linha 1 do metro do RJ, de Ipanema para Tijuca. Você também pode preferir embarcar no Thomas, o Trem. Existem vários pontos de parada (estações) onde acontece cada estágio que a dor segue. Mas nessa minha linha de metrô, existem poucas estações e nossa viagem é muito mais rápida que os 30 min sugeridos pela prefeitura. Tudo acontece na primeira estação, onde os passageiros são os estímulos perigosos. São 2 exemplos:

- Uma popozuda se joga na cadeira e quebra (mecânico – afff)

- Um casal se pega frenéticamente (térmico – ui ui)

Esses estímulos sem noção ativam os “no notion” nociceptores (alarmes) chamados A delta, ponta inicial do fio elétrico (trilho do trem).

Mas, o trem segue pois ninguém viu ainda o abacaxi ou não deram importância ao fato. E segue pelas linhas (nervos) e o maquinista resolve não parar numa das estações (gânglio da raíz dorsal) pois ele está ocupado com seu muffin. Mas ai, claro, ele tem que parar obrigatóriamente na Estação Estácio (Corno posterior da medula) pois tem que se decidir o que fazer com esses passageiros causadores de problemas (modulação). Tira ou não o trem?

Eu votei por tirar e entregar ao BOPE mas, o sistema nervoso então, revoltado pela indecisão toma a iniciativa mantém os passageiros até o seu destino: o cérebro. No final da estação (Ipanema ou Tijuca – você decide) o cérebro decide quem vai ou quem fica. Se não doer é porque foi e se doer voltou no trem. Facil??? Até Sudoku é mais difícil. HÁ.

Enfim, esse é o mecanismo de dor aguda. A velocidade em que isso acontece pode ser maior que nos eixões de Brasília.

A dor aguda acorda nossos instintos de sobrevivência:

lutar contra a dor

fugir da situação dolorosa

proteger a região

ter medo

ter ansiedade

nervosismo

Isso tudo é esperado e, graças ao bom Deus para quem acredita, isso indica que nosso organismo está funcionando bem. Quando acaba a dor, tudo volta ao normal.

Infelizmente, muitos motivos mantém essa dor persistente:

-       falta do diagnóstico e tratamento adequado – - desconhecimento profissional

-       auto tratamento e automedicação – - achamos que podemos resolver

-       falta de suporte dos serviços de saúde

-       e por ai vai

Quando o controle da dor aguda falha, a chance de ficar crônica é grande. Além disso, todo os instintos podem permanecer presentes mesmo que a lesão que causou a dor aguda tenha sido curada. O interruptor liga e fica assim mesmo sem dor, sabia? Ansiedade, nervosismo, medo podem então provocar mais dor. Ai o bicho pega e eu, fisioterapeuta, sozinho, não consigo ajudar.

Esperem que muito mais está por vir e agora, “Dor por encerrada esta materia”

Abraços consistentes

Artur Padão Gosling – Pada

Dor nas Lesões do Sistema Nervoso Central

2, dezembro, 2010 8 comentários

Para quem esteve no COBRAFIN – Congresso Brasileiro de Fisioterapia Neurofuncional – conseguiu ver o quanto importante foi este evento. Aconteceu em Petrópolis (RJ), a capital mundial da lã, roupas diversas, chocolate, pão e foundie. Sem querer puxar o saco de ninguém e eu não faço isso, foi um dos melhores congressos que eu já participei. Falo isso porque a fisioterapia neurofuncional não é minha área de trabalho. Mas então o que eu fui fazer lá? Falar de dor, claro. Eu prometi colocar a aula no blog e estamos ai mas, com o blog way of life. 15 minutos de fama são 15.000 palavras faladas.

A dor nas lesões do sistema nervoso central significa dor causada por uma lesão no centro produção e de distribuição de informações para o nosso corpo. Também chamados respectivamente de cérebro e medula, essa dor pode provocar tanta limitação quanto as próprias consequências de um derrame para o corpo, por exemplo. Para facilitar, imagine que o cérebro, mais especificamente o tálamo (depois falo mais dele) é uma grande fábrica de cerveja. Produz a cerveja (estímulo do neurônio), embala (mielina das vias de transmissão), leva no caminhão (medula) e chega a barriga do consumidor ou a picanha de fim de semana (corpo). Qualquer lesão neste caminho, que também chamamos de via espino tálamo cortical (medula, tálamo e córtex) pode provocar a dor neuropática central ou apenas dor central.

Entre 60 e 70% das pessoas que sofrem lesões na medula vão ter essa dor.

Entre 20 e 40% na esclerose múltipla.

Cerca de 8% nos derrames (AVC).

E que dor é essaaaaaaaa??

Após 1 semana da lesão, entre 35 e 40% das pessoas vão ter dor central. Mas, como a vida não é fácil, 11% começam a ter essa dor mesmo após 1 ano. A dor é tipo queimação, difusa, constante, profunda ou superficial, sensações disestésicas (diferente sensibilidade) e alodínea. Lembram da querida alodínea??? Refresquemos a memória: http://dorescronicas.com.br/desvendando-os-misterios-da-dor-–-alodinia/

Dói movimentar a área do corpo correspondente com a lesão. Enfim, uma bomba de chocolate para quem não gosta de chocolate. E essa dor, caro leitor (a) não passa. Dor constante, intensa, que dificulta a vida, limita, ta me cheirando a Dor Crônica hein??? Essa foi moleza.

Quando a dor é crônica, vários mecanismos de dor se misturam a dor central, então precisamos de múltiplos tratamentos.

Bom, continuando a falar do centro da cidade, vamos nos preocupar com Tálamo, que vem do grego Thálamos que significa quarto ou câmara do cérebro. Não é do conceito de estratégia em grego do capitão nascimento. Este quarto exclusivo do cérebro é como se fosse uma suíte standard de alta rotatividade, onde não param de passar pessoas e elementos. Mas, não é só de passagem que vive o tálamo. Ele é o quarto mais organizado, com mais brinquedinhos e por isso todo mundo quer passar por ali. Depois, meu amigo, que passa pelo tálamo e vai para as outras suítes presidenciais (ex. Córtex pré-frontal e córtex motor) você nunca mais é o mesmo. É exatamente isso que acontece. Porém, a lesões no sistema nervoso central se atingirem o tálamo ou suas vias de passagem provocam dor na sua grande maioria.

QUE PAPO CHATO ESSE DO TÁLAMO

O sistema nervoso central fica tão aborrecido mas tão aborrecido que tem algumas reações não desejadas:

  1. perde os mecanismos nós mesmos temos para controlar a dor
  2. perde a capacidade de trazer os estímulos de longe = desaferentação
  3. o tálamo não é o culpado mas leva a culpa
  4. mudanças no funcionamento dos centros de produção e distribuição.

Enfim, o que fazer para melhorar essa dor?

Eu que sou um super fisioterapeuta tenho que me ajoelhar, levantar as mãos e pedir ajuda. É preciso um trabalho em equipe. Lembrando que a dor, além de central, também é crônica. A fisioterapia não capaz de controlar esse mecanismo de dor sozinha.

Alguns fisioterapeutas porém estão usando uma super terapia chamada de estimulação magnética transcraniana ou TSM (inglês para os íntimos) mas que não é exclusividade do fisioterapeuta porém com ótimos resultados.

Médicos estão implantando chips para estimular novamente o funcionamento do cérebro e medula, que ajudam bastante na dor também.

Medicações são necessárias para organizar o funcionamento dos neurônios em curto como por exemplo os anticonvulsivantes ou estabilizadores de membrana.

Mas, como a dor será crônica temos ai muito a fazer, não diretamente sobre a dor central. Outros mecanismos de dor estarão presentes como dor musculoesquelética.

Uma equipe multidisciplinar é sempre a melhor solução para a dor crônica. Agora, já vi 300 clínicas que se dizem multidiciplinares e só médico ou só fisioterapeuta. Isso é Multidisciplinary Embromation Clinique.

Abraços centrais

Artur Padão Gosling – Pada.

FAMILIA SILICONE E SUAS DORES CRÔNICAS

16, novembro, 2010 1 comentário

Com o grande crescimento da estética estúpida no mundo, vemos da felicidade  total até o desespero por dor. Dizem que não compramos felicidade, mas eu discordo totalmente. O sorriso estampado de uma filha de 18 anos após seu primeiro silicone no peito não tem preço. Silicone e estética viraram saúde primária. Fazer exercício? Dieta? Não percam tempo! É só assitir o Dr. Ray / Dr. Hollywood. Enfim, após o meu desabafo vamos continuar a falar sobre dor. Um estudo atual mostrou de 34% de um grupo de pacientes que fizeram algum tipo de cirurgia plástica tiveram dor moderada, mesmo usando remédios no pós operatório. http://www.dor.org.br/revistador/Dor/2010/volume_11/número_2/pdf/volume_11_n_2_pags_150_a_153.pdf Outro estudo mostrou dor intensa em mais de 60% das mulheres. http://www.dor.org.br/revistador/Dor/2010/volume_11/número_2/pdf/volume_11__n_2_pags_136_a_139.pdf Enfim, é super legal passar por dor assim né????? Super saudável.

Existe uma chance de 0,5% a 4%, variando de acordo com o implante, de contratura capsular na mama por colocação de silicone. Baixa a estatística né? Será que vale realmente o risco de experimentar uma dor absurda e ter que trocar de prótese como se fosse o óleo do motor?

Uma família americana já gastou mais de 130 mil reais em cirurgias estéticas e se orgulham disso. http://bocaberta.org/2009/07/silicone-em-familia.html

Claro que não podia deixar de existir no Brasil. Adoramos copiar modelos americanos. No auge da minha criatividade e falta de sono de madrugada, lhes apresento a Família Silicone e suas dores crônicas comuns após seus procedimentos estéticos.

A pacata Família Silicone foi a primeira no mundo onde todos os seus familiares fizeram alguma cirurgia plástica e tiveram dor crônica. A dor após procedimentos estéticos como as cirurgias plásticas é comum. O que não é comum é ficar com dor persistente. Hoje assisti num dos canais da NET uma cirurgia plástica onde simplesmente foram retirados uns 10 kilos de gordura de uma mulher. Como se fosse uma fatia de bife. Cara, com certeza deve ter doido demais isso. Hoje, fazer algum procedimento estétético é mais fácil do que comprar um hamburguer no McDonald’s. Hoje existe consórsio para o silicone. É só esperar que um dia virá. Daqui a pouco vamos ter promoção de silicone no Peixe Urbano. Taí uma boa maneira de ganhar dinheiro e glamour. A estrutura da Família Silicone corresponde a pai, mãe, filho e filha. Não perdem um programa do Dr. Ray. Rayalmente, é demais mesmo assistir na MTV.

Paula Silicone é uma adolescente mimada de 16 anos, que bateu várias vezes o pé para colocar silicone no peito. Todas as amigas já tem. E hoje, é tão importante para as meninas colocar silicone quanto ter um iphone 4. Culpa de quem??? Essa eu nem preciso responder. Enfim, a Paulinha encheu tanto do saco que seus pais liberaram o silicone. Rayalmente, ficou uma beleza a cirurgia, mas só a cirurgia. Porém, paulinha queria tanto silicone que desenvolveu dor nas costas depois disso. Passou a andar corcunda e se queixar todos os dias. Inclusive, esta é uma queixa comun entre as adoslescentes, porém não sei se já fizeram alguma pesquisa sobre. É tão simples ter um peito que qualquer um paga como se fosse uma ida a feira ou ao shopping. “compre um silicone e ganhe um celular”. Há!

com créditos: http://colunas.galileu.globo.com/segundosdesabedoria/

André Silicone, 17 anos de praia, é um adorador de malhação e academia, mas fica apenas de bate papo com os musculosos e tentando ganhar alguma gatinha e com pouco papo para seus músculos. Ele ainda vai de camiseta regata, bermuda florida e boné. Demais né? Mas, André não estava satisfeito com os resultados de sua malhação. Foi então pelo lado mais fácil: resolveu “plasticar”seu corpo e apelou logo para o silicone no peitoral e trapézio. Finalmente conseguiu usar suas camisetas “mamãe to forte” e sentir-se machão. Pronto, não precisou mais ir a academia. Mas, como nem tudo na vida são flores, nosso amigo André começou a sentir dores no ombros. Será que tem alguma coisa a ver com a cirurgia? Também não sei, mas eu fico imaginando uma P… de silicone pressionando esses músculos que frequentemente são doloridos. Problema é dele né?

http://www.estavapensando.com.br/index.php/2009/11/30/o-maior-trapezio-de-curiba-n/

Danúbia Silicone é a mãe, esposa, querida, siliconada e, claro, lipoaspirada e face lift fada. Sempre achou que sua aparência era tudo. Como anda meio sem grana, optou pelo consórcio da empresa Siliconation 4 Ever. Igual ao carro, hoje em dia existem consórcios para a “saúde” HEHEHEHE. Mandou brasa no seu corpinho para seu projeto verão Carioca 2011. Infelizmente, após sua turbinação, começou a ter dores de cabeça horríveis. Sabia que isso está ficando cada vez mais comum? Eu mesmo pude acompanhar casos de mulheres com dores de cabeça alucinantes após face lift. As dores eram musculares e provavelmente tinham a ver, pois puxa tudo mesmo. Já viram alguém após face lift?

Mais créditos: http://colunas.galileu.globo.com/segundosdesabedoria/

Aristóteles Silicone é o pai, calmo e tranquilo, faz tudo pela sua família. Claro que eles não suportou a pressão e tratou de tirar a barriguinha de anos de futibol e cerveja nos churrascos de fim de semana. Ele tinha aquela barriga dobrada para frente, tipo pochete. No fim, ficou todo esticado, tanque de guerra para sua mulher querida. Ele também pagou as cirurgias de sua família e é muito amado por isso. Aristóteles começou a ter uma dor abdominal e não conseguia mais esticar seu corpo para trás, curvando-se para frente, afim de minimizar sua dor. As vezes sai cara a ambição pela beleza.

Enfim pessoal. Esta sátira ao excesso de silicone mostra algumas experiências que tive com pacientes que sofreram consequêcias a longo prazo. Não que não seja importante a felicidade siliconada. O problema é a futilidade que isso está se tornando e que algumas pessoas podem se dar mal e ter dor crônica por isso. Ex. Silicone por sorteiro em campanha eleitoral, Bolsa família silicone. etc.. http://www.upira.com.br/butecodomax/?s=silicone&search=+Buscar

Cuidado com os abraços. HEHEHEHE

Artur Padão Gosling – Pada

A relação entre “Dor e o Amor”

19, outubro, 2010 4 comentários

Nessa postagem estilo “Ana Carolina” vamos ver o quanto amar pode aliviar a dor. Sempre acreditei que a fé em algo poderia ser um tipo de amor. Muitos tem tanta fé am algo que dizem que se realiza. Por exemplo, um colega tinha fé que ele iria comprar um carro usado. Ele teve tanta fé, mas tanta fé que simplesmente comprou o carro. Poxa, as vezes eu acho que voltamos para a época das Cruzadas, onde tudo acontecia por vontade de Deus. Enfim, amar é aliviar os problemas, no nosso caso a dor. Quem ama cuida e quem sente toda essa dor, abandona.

Em homenagem a Psicóloga Cecília Dal Magro, resolvi digamos “roubar” a matéria que ela mandou no facebook. Com créditos a ela então, a qual eu aguento e trabalho a bastante tempo. Para entender isso, foi realizada uma pesquisa nos Estados Unidos pelo pesquisador Dr. Sean Mackey onde ele pegou alguns estudantes que estavam lá em Plutão de tanto amor para dar e tirou uma Xerox do cérebro deles (ressonância magnética funcional). Esse estudo foi muito parecido com aquele que comentei sobre Palavras que Doem – http://dorescronicas.com.br/palavras-que-doem/ numa postagem mais antiga. Bom, foram testadas 3 situações: mostraram fotos de um familiar, do grande amor da sua vida e foi dada uma tarefa para causar distração. Enquanto essas situações aconteciam, foi induzida dor na mão desses estudantes para ver no que dava. Quando os estudantes viam a foto de seu super amor, a dor moderada aliviava em 40% e a dor severa de 10 a 15%. Na tarefa com distração, os resultados foram parecidos, MAS as areas cerebrais funcionavam de forma diferente.

O amor induziu a acordar os Centros de Recompensa do Cérebro, tendo como parte principal a região lateral do hipotálamo. Já tinha ouvido falar nele? Eu também não. Este centro é ativado em situações prazerosas e que provoca como reação uma recompensa, que é a sensação do amor que estamos falando. O amor alimentando o amor. Ahhhhhhhh!

Já a tarefa de distração induziu a acordar areas relacionadas a cognição.

Alguns estudos já mostraram que amar alucinadamente ativa os centros de liberação de dopamina, para liberar as substâncias naturais de alívio da dor que nosso próprio sistema nervoso é capaz de produzir. A dopamina proteje o sistema nervoso também

Bom, pelo visto, o incentivo ao amor pode ser uma boa ferramenta no tratamento da dor crônica. Mas, isso não precisa ser direcionado a uma pessoa. Posso amar, por exemplo, meu macbook pro. Ou os cariocas que curtem praia podem amar alucinadamente o famoso mate com biscoito globo. Os paulistas podem amar sinistramente a Avenida Paulista, e por ai vai. HEHE. Gosto de SP, antes que alguém reclame.

Mas o amor pode curar a dor? Eu não acredito, mas como a fé move mundos e compra carros, tudo pode acontecer na vida. A cura de um amor perdido é resolvida com um amor achado. Essa foi ótima hein? Nada como no início da tarde ir assistir o Tropa de Elite 2 com a namorada para enaltecer o seu dia.

Até a próxima. Amem sem dor. E se a dor vier, ame seu fisioterapeuta!

Abraços altamente amorosos e indolores.

Artur Padão Gosling – Pada

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Dor Tourácica

24, setembro, 2010 4 comentários

Ao crescer uma pontuda espinha da testa ou ter uma sensação dolorosa no mesmo lugar, pode ser, talvez, quem sabe isso seja um inicio de uma dor tourácica ou dor de corno (a).

Essa expressão é apenas parte de uma lenda, onde algum zé mané foi certamente e injustamente traído pela namorada. Após tal evento marcante começou a sentir dor na testa e cresceram algumas pontinhas, chamadas de cornos (chifres ou hastes). A dor de corno, na verdade, não é física. É apenas uma reação comportamental a traíção, onde a pessoa traída reage enchendo a cara, fazendo alguma birrinha, tipinho ou vingança. No máximo, no máximo, acredito que o estresse da sitação possa provocar dor de cabeça. Ninguém merece ser traído, é melhor avisar antes.

ESSE MERECE!

Quando olhamos o corpo humano, o que poderia causar essa dor na testa? Porque na testa e não no dedão do pé? Essa eu não sei responder mas, para provar que todo o ser humano tem suas partes cornas, feminina e masculina, vamos ver essas pontinhas que crescem, mas não na testa.

Corno por corno, temos vários no corpo humano, você sabia? Inclusive, muitos deles podem doer e precisam ser retirados com cirurgia. É o caso dos cornos dos meniscos. Coitados, servem para protejer mas não estamos nem ai pra eles. Tinha que ser corno mesmo.

O útero e osso hióde também mas, o supra sumo dos cornos, que ganhou o campeonato mundial em Cornation, é o CORNO posterior da medula. Esse é o corno da dor. Essa pontinha é recebe todos os estímulos nocivos que podem ser capazes de nos machucar e transmite para o cérebro. Faz parte do nosso sistema nervoso e é um dos setores responsáveis pelo controle da dor. É como se fosse a primeira barreira para a dor, onde alguns neurônios conseguem bloquear algumas dores. SÓ ALGUMAS.

Voltando a falar da dor tourácia, vamos entender que a traíção provoca uma série de sentimentos individuais. Quando existe a paixão entre casais, ambos ficam bobalhões. Os homens até vão assistir Ivete e Ana Carolina para agradar a parceira. As mulheres até vão na clássica pelada de fim de semana e ficam lá torcendo “vai Genivaldo, eu acredito em você” e fica também para o churrascão sozinha para agradar o parceiro. Nesses melhores momentos Kenny G Ultimate do casal, algumas áreas do cérebro ficam desativadas, no caso a amigdala, que processa as emoções e identifica possíveis ameaças, medo. Ao receber a corneada, ninguém espera que isso iria acontecer. Algumas pesquisas sugerem que isso poderia provocar a tal dor que estamos falando, porque estamos de baixa guarda. Com a quebra de confiança, uma substância recentemente estudada chamada oxitocina diminui sua quantidade no cérebro.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/06/12/neurocientistas-explicam-como-o-cerebro-se-comporta-quando-estamos-apaixonados.jhtm

O que tudo isso tem a ver com a dor?

Esses comportamentos de medo e o isolamento social também são frequentes na dor crônica, onde a pessoa mantém um estado de alerta ou sentinela. Então ser traído pode provocar mais dor? PODE!

Espero ter contribuido a todos os que tiveram dor tourácica. Eu sei que é muito ruim e humilhante, da mesma forma que a dor crônica provoca tudo isso. Então, a melhor coisa que eu posso recomendar é: vá no bob’s e tome um ovomaltine. Pelo menos, naqueles 10 minutos, vai ficar tudo bem. A não ser que essa seja a bebida preferida do casal. Ai, nesse caso, esqueça minha recomendação e…

Abraços tourácicos.

Artur Padão Gosling – Pada

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A BUSCA DO DIAGNÓSTICO NA DOR CRÔNICA

20, maio, 2010 2 comentários

Dentre todas as etapas de uma avaliação, o diagnóstico é a que mais enche o ego, os olhos e nos torna orgulhosos. Significa tipo um fechamento de todas as partes da avaliação, como um “grand finale” de todo o processo e a partir dele será tomada uma decisão do que fazer, já que o diagnóstico mostra que encontramos a causa. Muito bem, qual o grande problema na dor crônica? Dificilmente encontramos uma causa certa, portanto é praticamente impossível ter um diagnóstico. Fato este trás uma sensação de abandono muito grande por parte das pessoas que tem dor crônica e querem demais um diagnóstico e ficam pulando de médico em médico para conseguir esse bem tão precioso.

Cada profissão tem seu tipo de avaliação e, consequentemente, um tipo de diagnóstico e tratamento. Infelizmente, independente se o diagnóstico é clínico, radiológico, cinéticofuncional ou psicológico, não são capazes de identificar a dor crônica. A respeito disso, deixo aqui meu recado ao Conselho Federal de Medicina, onde o ilustre presidente não consegue entender a diferença dos diagnósticos. Basta estudar um pouquinho além da medicina.

Para ver como esse assunto é sério, uma mulher chamada Marianne Genetti criou uma associação chamada “In Need of Diagnosis” (www.inod.org) ou “Na necessidade do Diagnóstico”, pois ela mesma quase morreu por um problema grave no pulmão justamente pela falta de um diagnóstico.

Mas calma, não criemos pânico. Basta apenas chamar o Dr. House para resolver. HEHE.

Não ter diagnóstico para a dor crônica não é um problema. Grave é quando doenças, patologias, tumores não são diagnosticados e que trazem risco de vida ou de sequelas.

O diagnóstico é como uma pessoa carente: necessita de atenção

Vamos ver exemplos de diagnósticos que não acrescentam nada: lombalgia, cervicalgia ou artralgia. Isso não diz absolutamente nada do que está acontecendo, só sabemos que dói na coluna lombar, cervical ou nas articulações, mas não mostra causa ou outros problemas. De que adianta nos vangloriarmos por isso?  Nada na verdade. O paciente já sabe onde dói, porém de forma vaga e sem entender, o que vai evitando uma solução para a cronificação da dor.

Acontece a mesma coisa quando diagnóstico é de dor psicogênica ou psicológica, que é mais absurdo no dia de hoje. É muito fácil quando o tratamento físico não tem resultado colocar a culpa na mente da pessoa. Isso só piora a situação. A condição que a dor crônica provoca é uma influência mental negativa para o corpo.

Não estou aqui para discutir as 330 possíveis causas de dor crônica. Será que vale a pena o desgaste por isso?

Como já comentei antes, a avaliação errada e a falta de conhecimento são as principais causas dos maus resultados no tratamento e diagnóstico da dor crônica.

Vamos ver algumas falhas para se querer diagnosticar a dor crônica:

- Quando a dor é associada a uma causa simples. Isso irá falhar em algum momento;

- Os sintomas da dor crônica são facilmente atribuídos a outras causas, provocando dificuldades no diagnóstico;

- Não levar em consideração complicações como depressão, raiva, redução da autoestima e limitações nas atividades diárias;

- Não existem testes para a dor crônica;

- Quando a dor é chamada de psicológica e os testes só dão negativo;

- Quando o profissional acha que a dor é da imaginação ou está exagerando;

- Quando o profissional não acredita na persistência da dor após cura de uma lesão. Sendo assim o paciente se vira para aliviar a dor;

- Quando algumas causas ficam escondidas e não detectadas pelos testes;

- Quando o paciente e o profissional adotam a célebre postura de “esperar para ver o que acontece”. Só atrasa. Conversa pra boi dormir;

- Desconhecimento sobre o assunto pelo profissional de saúde;

- Quando o paciente pensa que a dor é intratável, pois já passou por diversos profissionais e tratamentos;

- Quando o paciente acredita que a dor é provocada única e exclusivamente por uma hérnia de disco ou artrose, principalmente quando isso foi dito por alguém;

Para fechar esse tópico, são raras as situações em que a dor crônica pode ser curada. Portanto termo dor crônica não deve ser usado como diagnóstico e sim como uma doença crônica, da mesma forma que a hipertensão arterial e a diabetes. Todos já sabemos que a dor é crônica.

Fiquem em paz pessoal, 2012 vem ai!

Abraços

Artur Padão Gosling – Pada.