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Textos com Etiquetas ‘dor crônica’

Emdor-Finas, Isakonildos e Francirne

22, maio, 2011 Sem comentários

Nada como participar de 3 eventos em 1 semana, sentado o dia inteiro assitindo aula. Quem mais agradece é o pescoço moido e a namorada.

E por falar em dor, assunto mais interessante e falado no blog, vamos direto ao assunto, marcando os pontos positivos e negativos de cada um.

 

Sabiam que existem eventos só para se falar de dor? Como se já não bastasse ouvirmos os pacientes gastarem saliva falando da dor, o EMDOR foi um evento direcionado a profissionais de saúde que trabalham com dor crônica no Rio de Janeiro. Foram aulas com professores renomados do Brasil. Foi muito bom, boa parte das aulas foram muito boas, porém sempre o mesmo assunto me chama a atenção. Sempre ouvimos de todos que o modelos de tratamento deve ser bipsicossociais e o multidisciplinares. Muito bem, como fazer isso? Como trabalhar nestes modelos? Quantos estão interessados? Isso, só tem como saber se estivermos dentro de uma equipe. Isso, só tem como saber a partir do momento em que enxergarmos a dor como problema de saúde e que afeta muitas dimensões de uma pessoa.

 

Continuando nossa saga científica, vamos ao lado esportivo. No ISAKOS, pude participar do curso de reabilitação esportiva. Foi uma ótima revisão de vários aspectos dos atletas, porém falando muito e muito mesmo sobre lesões. É claro, todos nós sabemos, os atletas se machucam com frequência e também tem dor. Normalmente as dores dos atletas são associadas a lesões. Mas, e se a lesão é curada e a dor fica? E se o atleta não consegue retornar ao treino por medo? Por cinesiofobia? As vezes, infelizmente, devemos saber quando chegamos ao limite do nosso tratamento e precisamos de ajuda de um colega fisioterapeuta, médico e de um psicólogo.

 

E por último, a coruja Fran Cirne. O evento foi em Vitória e contamos com muitos fisioterapeutas brasileiros e de fora. Realmente, foi além das minhas expectativas e muitas informações acrescentaram para semana que vem. É claro que todo evento vem seguido da parte social intensa, o que causa grave ansiedade nos namorados e namoradas, os quais ficam investigando o facebook para ver as fotos carregadas durante a farra. Como já falei pra minha namorada: “o que acontece em Vegas, morre em Vegas”. Enfim, o que se falou de dor foi o que eu esperava. Não era o objetivo, mas acho altamente relevante falar do perfil dos pacientes com dor. Classificar para tratar é importante? Claro que sim. Mas, devemos considerar os multiplos aspetos que a dor pode prejudicar. Por exemplo, o quanto a ansiedade e depressão dificultam a escolha das técnicas de tratamento? Como devemos tratar pacientes com cinesiofobia? Enfim…

 

Fica então a saudade. O problema é: da ciência ou da social?

Os ânimos sem esquentam na aulas polêmicas.

Uns não sabem curtir com moderação.

 

Teve até show do teletubies.

Injeção de nutela para todos.

“O que acontece em Vegas, morrem em Vegas”

Mas, eu estava lá assistindo aula.

Foi ótimo rever os amigos e conhecer novos, mesmo que seja no aeroporto.

Parabéns aos que publicaram trabalhos científicos.

 

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Abraços para a Emdor-Finas, o Isakonildos e a Francirne 2011.

Artur Padão Gosling – Pada

Mitos e Mentos Sobre a Dor

12, maio, 2011 2 comentários

Comer bolo quente dá dor de barriga? Usar lenço com álcool cura dor de garganta? Torrar dinheiro no shopping cura dor de cotovelo?

Mitos ou crenças ultrapassam o tempo da vovó. Na época da mitologia grega ou dos cavaleiros do zodíaco, as histórias que todos leram sobre o minotauro ou a guerra de tróia ajudaram a dormir ou a ter medo. Mas, nossa capacidade de criação ultrapassa barreiras universais. Quanto mais popular o mito ou crença, maior o seu impacto no povão.

Os que mais marcaram minha infância, foram relatados por minha célebre avó antonieta gosling:

- mastigar 72 vezes cada garfada de comida

- levar a boca ao garfo e nunca o garfo a boca

- usar lenço com álcool para as dores de garganta

E por falar em mitos e crenças, cada vez mais aparecem invenções de moda sobre a dor crônica. Cada vez mais, os insucessos de tratamentos para a dor queimam o filme do tratamento e do profissional, produzindo esses mitos.

Quais são mitos comuns?

1. Ter dor a muito tempo é normal e todo mundo tem

Não é não meu amigo. A dor aguda protege, mas a dor crônica castiga.

2. A dor significa apenas que tem uma lesão no corpo

Se fosse assim a gente não tinha dor de cotovelo ou tourácica.

http://dorescronicas.com.br/a-inexplicavel-dor-de-cotovelo/

http://dorescronicas.com.br/dor-touracica/

3. A dor está na sua cabeça. Sou louco?

Claro que é. Todos nós somos. Não, claro que não. A dor está na cabeça sim. Percebemos que dói lá dentro da cabeça, no cérebro. Mas não percebemos quando a loucura toma conta da cabeça.

4. Quanto mais velho eu fico mais dor eu tenho que sentir

Não e Sim. Nem todo mundo que envelhece sente dor o tempo todo. Mas, quanto mais velhos ficamos mais nossos músculos e juntas vão sendo juntados e jogados fora, aparece um monte de doenças e isso dói.

5. O doutor vai curar a minha dor

O doutor não cura nem a dor dele mesmo. Se você esperar a cura sentado, vai continuar sentado esperando.

6. Ignorar a dor vai fazer a dor ir embora

Deus te ouça. Ignorar a dor significa mudar o foco para outra coisa. Se voltar o foco para a dor, a dor volta, principalmente nos casos crônicos.

7. Conviver com a dor é para sempre

Só fica dessa forma se quiser. Sofrer por dor é sempre opcional.

8. As mulheres lidam melhor com a dor do que os homens

Conversa pra boi dormir. Na verdade, cada um lida com a dor da sua forma, sendo homem, mulher, ½ homem ou ½ mulher.

9. Se eu me exercitar a dor vai piorar

O exercício ajuda na maioria das vezes. O profissional tem que saber também quando o exercício vai prejudicar. Quem indicar repouso para a dor crônica é melhor não falar nada.

10. A clavícula é um osso que une a ponta do nariz ao dedo do pé

Essa pérola foi de um amigo de infância, na época em que o rio sul tinha supermercado e jogávamos Atari. Sem comentários.

 

Mintologia – Conversa pra boi dormir?

O mito é a verdade de alguém. As mentiras tem pernas curtas, mesmo as mentiras do House. Falar a verdade, por mais que seja doloroso, é mais seguro. Sinceridade e honestidade acima de tudo. Mitos são mentiras, só que parecem verdades para muitos. Acreditar nisso pode lhe prejudicar e colocar sua saúde em risco, da mesma forma que o fumo.

Mentoslogia?

Apenas uma piadinha sem graça

Agora, uma piada de verdade

O homem volta para casa, depois de horas combatendo o fogo, doido para dar um bimbada com a esposa.

Tudo encontra-se na mais completa escuridão e a esposa está choramingando na cama, reclamando de dor de cabeça. Tira o uniforme no escuro mesmo, fazendo carinhos na mulher.

— Não, querido, hoje não. Estou para morrer de dor de cabeça. Nem acenda a luz, que qualquer luzinha me irrita.

— Então, querida, vou pegar um remedinho na sala.

— Nãão, amor. Não me acenda nenhuma luz, por favor. Vá até a farmácia do seu Zé e compra um remédio pra mim, vá.

O marido, assustado, veste-se no escuro mesmo e corre para a farmácia:

— Seu Zé, me vê um remédio para dor de cabeça, urgentemente, que minha mulher está para morrer, gemendo na cama.

— Tudo bem, mas me responda uma coisa: o senhor não é bombeiro?

— Sou, e daí?

— O que tá fazendo vestido de guarda?

 

Há!

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Abraços mitológicos, mintológico e mentoslógicos.

Artur Padão Gosling – Pada

Curso sobre Fisioterapia no Manejo da Dor

19, abril, 2011 Sem comentários

Caros Blogueiros Doloridos Crônicos Profissionais Fisioterapeutas. Enfim, iniciamos a divulgação do primeiro curso sobre Fisioterapia no Manejo da Dor que será realizado em Brasília, DF, local onde está o poder. Este é o primeiro curso especificamente sobre dor para fisioterapeutas e o conteúdo está voltado para a sáude e educação, que é mais importante do que as técnicas.

Super Curso nos dias 23 e 24 de julho de 2011.

De Brasileiros para Brasileiros. Chega da invasão estrangeira! Chega de carros importados! Chega de Macbooks Pro e Ipads! Esses dois últimos não, nem pensar! HÁ!

Temas como neurofisiologia, fisiopatologia e educação em dor recebem destaque e merecem a atenção do fisioterapeuta.

O mais interessante é que o curso está aberto a outros profissionais de saúde. Gostaria muito que os Educadores Físicos se incluíssem neste público alvo.

Quem tiver interesse entre em contato com o Dr. Arthur Ando em Brasília que estará a frente da organização. Os demais contatos estão no PDF abaixo. Calma, Calma. Em breve no Rio.

Organização geral para não haver ciume entre os ministrantes:

- Artur Padão Gosling – artur@centrodador.com.br

- Arthur Ando – 61 9986-8350

- Pablo Marinho - http://pablomarinho.blogspot.com/

 

Se quiser, confira um pouco mais sobre o curso na Página “Cursos” do Blog da dor Crônica.

PDF - fisio manejo da dor

Abraços

Artur Padão Gosling – Pada

Combatendo a dor … com dor

1, abril, 2011 Sem comentários

Com dor, sem dor, tanto faz. Os tratamentos para a dor cada vez mais relembram as idéias passadas. Usar a dor para aliviar a dor parece meio sado—-mozô, mas tem seu fundamento e pode ter resultados intrigantes.  É como curar ressaca com cachaça na cabeça. Funciona? Para alguns sim. Mito? De cachaça eu to fora, mas de dor sou contra irritante. É justamente do que vamos falar.

O que significa ser contra irritante?  Na dor, significa aplicar mais dor para que a outra dor melhore. Na fisioterapia em dor é aplicar um estímulo mecânico ou térmico doloroso no mesmo lugar em que o paciente sente dor para que o próprio corpo consiga liberar substâncias analgésicas que acabam aliviando a dor.

Usar alguma coisa contra irritante data da época que começaram a usar acupuntura na China e Japão, ou seja, tem tempo. Existem também substâncias que agem como contra irritantes como capsaicina e pomadas tipo mineral ice.

 

Na fisioterapia, algumas técnicas conseguem fazer isso, principalmente a terapia manual como mobilização articular, massagem e inibições de ponto gatilho. Claro que sempre vai aparecer aquele fisioterapeuta chato falando que aumenta a circulação local, melhora não sei o que lá, que tem o seu fundamento. Mas o que quero chamar a atenção é que nosso próprio sistema nervoso é capaz de controlar a dor, liberando as tais substâncias analgésicas como endorfinas e serotonina. Só que nas pessoas com dor crônica, o sistema nervoso fica mais nervoso, em crise existencial de abandono, não sendo capaz de ter o melhor auto controle. Aliais, não sei se vocês perceberam, mas o nosso corpo é frágil em relação a dor e fica muito mais na dor crônica. Todos falam que existe um equilíbrio para nosso sistema que provoca dor e o que protege. É totalmente desproporcional isso. É muito mais fácil sentir dor, porém pode não ter fácil tolerar a dor.

Bons resultados com técnicas contra irritantes:

- Quando o paciente tem boa tolerância a dor

- Quando é bem explicado ao paciente

- Quando o fisioterapeuta respeita o limite de dor do paciente

 

Péssimos resultados com técnicas contra irritantes:

- Quando o paciente está intolerante a dor

- Quando o paciente tem medo de sentir dor

- Quando o paciente já teve uma experiência dolorosa muito ruim

 

Então vale a pena investir numa técnica contra irritante?

Vale sim, se o fisioterapeuta souber manejar bem a situação. O alivio provocado é bem aceito pelos pacientes e ajuda para a realização de exercícios e treinos de movimento.

 

Mas nem tudo na vida é sentir dor. Muitas situações que vivemos passam a funcionar como contra irritantes. Será mesmo? Pude ler num blog de um americano uma simples sugestão: criar mais caos numa situação para esquecer outra que estiver enchendo o saco. Não deixa de ser verdade.

Enfim, ai vai uma dica fresquinha:

Se você quiser esquecer a chatice do “charminho estudo” da namorada que está em prova abra a porta da geladeira 20 vezes. Ela vai se irritar muito e momentaneamente esquecer que está estudando. Você, feliz com seu feito, vai rir e também esquecer momentaneamente. No final das contas, o importante foi que o contra irritante prevaleceu e a paz voltou a reinar no recinto.

Outras dicas para você se irritar muito e esquecer os problemas:

- assistir o BBB 11

- ir de carro para a barra do fundão ou zona sul depois das 17hs

- ver o flamengo sempre ganhar no final do jogo (sorte, sorte)

- ficar em pé na fila do banco ou para comprar o ingresso do Restart (Há!)

- e claro, encarar os tipos mais irritantes em festas - http://piras.com.br/2009/03/os-tipos-mais-irritantes-em-festa/

 

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Abraços contra irritantes

Artur Padão Gosling – Pada

 

 

 

 

 

 

 

Simpatias sobre dor

9, fevereiro, 2011 Sem comentários

Ao acordar de sua incrível noite no Parque Terra Encantada, Aleksander Andrzej, o picolé de Vodka da Varsóvia, teve uma dor de cabeça daquelas.

http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2011/02/isso-e-o-que-eu-chamo-de-crioterapia-ou.html

Praticamente suando alcool, após a incrível peripécia no show do Restart na Polônia, foi conduzido até sua casa pelas autoridades. Mamãe lhe recepcionou calorosamente, vendo que não era novidade encontrar a criatura neste estado. E claro, tascou logo a grande simpatia – receita da vovó: para curar dor de cabeça por ressaca, mais cachaça na cabeça.

E não é que resolveu o problema? Enfim, receita curandeira? Mito? Fé excessiva? Porta da esperança? Sorte?

As simpatias desafiam a ciência. Enquanto uns são céticos (como eu as vezes) outros acreditam em tudo (eu nem sempre) mas, como explicar que colar uma fita vermelha com a baba da mãe na testa de uma criança cura o soluço??? Opa, estou esquendo, são simpatias sobre dor. Mas essa é demais não é? Mais uma: para uma pessoa com soluço é só girar o prato de comida pela metade. HEHE.

As Simpatias são 1/3 bruxarias da bruxa do 71 + 1/3 de muita muita muita fé + 1/3 de muita muita muita sorte. O que povo inventa a gente aguenta, resultado de anos de cultura popular.

A luz da ciência, as simpatias são consideradas terapias complementares. O problema é que profissões como a fisioterapia e psicologia também são consideradas terapias complementares. Grave isso, mas pelo menos mantenho um certo grau simpático no Blog da Dor Crônica. HÁ!

Então, as simpatias sobre dor foram desenvolvidas ao longo de anos de experiência pelas nossas tatataravós e agragados. Eu acho que as vezes a dor é tão problematica na vida que a gente inventa mesmo alguma coisa. Já tive a oportunidade de ver pessoas que usaram muitas simpatias e outras terapias loucas para dor de cabeça: rodelas de batata gelada por 10 minutos cada, pasta de pepino sobre os olhos, bater na cabeça 10 vezes e por ai vai.

Apresento a vocês as super simpatias para a dor que prometem verdadeiros milagres. Esta postagem é apenas para ser engraçada e informativa, não estou apoiando inventar moda para tratar dor. Por mais que os profissionais de saúde poxam achar isso absurdo, o povo tenta, faz e acredita. Essa é a voz do povo.

Dor de cabeça

- Simpatia da água milagrosa: “ao primeiro sinal de dor de cabeça tome um copo de água morna, temperatura um pouquinho mais quente do que a natural, com suco de limão. Vá tomando a cada 3 horas até passar todo o incômodo”.

- Simpatia da casca do amendoin:a pessoa deverá retirar sete fios de seus próprios cabelos. Dois de cada tempora, um da testa, um do alto da cabeça e um da nuca. Enrolá-los e colocá-los dentro de uma casca de amendoim sem as sementes, fechando-os. Enrolar uma linha preta em toda a extensao da casca, cobrindo-a por completo, como se fosse um casulo. Após isso, enterrá-la num local seco e ensolarado. Quando a dor ameaçar se manifestar, vá até lá e pise com força sete vezes no local, usando o calcanhar direito”.

Dor de dente


 

- Simpatia do alho -
 “amarre um dente de alho no dedo mindinho. Para funcionar, tem que ser no dedo do mesmo lado do dente que dói. Se estiver doendo dos dois lados da boca, amarre nos dois dedos mindinhos. Serve para dores leves”.

 

- Simpatia da escova:
”Para esta simpatia dar certo é preciso seguir todos os passos, se errar algum, tem que começar tudo novamente.  Vai precisar arranjar alguns objetos:

1.escova de dente nova:de preferencia nas cores azul, para dor forte e abcessos; vermelha, para dor fraca ou sensibilidade dentária, verde pode ser usada em todos os tipos de dor.

1.tubo de pasta de dente: a marca da pasta não é importante mas tem que ser em tamanho grande (amostras grátis de creme dental podem quebrar a simpatia);

1.embalagem de fio dental: esta parte da simpatia pra dor de dente é muito importante, se o fio dental não for uma embalagem de no mínimo 50 metros, não vai dar certo. O melhor é usar uma embalagem de 100 metros.

O ritual deve ser feito 3 vezes por dia. Logo que acordar, pegue na escova, coloque a pasta de dente e escove os dentes. Deve fazer isto durante pelo menos 3 minutos (se fizer mais tempo a simpatia funciona melhor). Lave bem a escova e guarde (tem que secar bem e guardar em lugar seco, muito importante este detalhe). Pegue o fio dental, corte 60 centímetros e passe entre todos os dentes. Repita tudo depois do almoço e à noite, antes de deitar. Segundo a tia Ditinha, que não era dentista mas era como se fosse, esta simpatia para dor de dente nunca falha, mas para dar certo tem que ser iniciada 6 meses antes de aparecer a dor”. Entenderam?????? Sensodyne Rápido Alívio também é show.

- Simpatia para evitar dor de dente: “Cortar as unhas na segunda-feira

- Simpatia para evitar futuras dores de dentes: “ao escurecer, quando o sabiá piar, dar três cuspidas para o lado direito e três para o lado esquerdo”.

 

Dor no Corpo

- Simpatia com banho de ervas: Encha uma panela com 2 litros de água. Adicione 9 folhas de boldo, 9 galhos de manjericão e 9 sementes de girassol. Deixe ferver durante 3 minutos. Tome um banho com essa mistura, despejando-a em seu corpo, do pescoço para baixo. Essa simpatia deve ser praticada sempre às quartas-feiras”.

 

Dor na Coluna

- Simpatia com banho: Pegar 1 litro de Álcool + 1 Pedra de Cânfora + 14 Folhas de Eucalipto + 1 Melão de São Caetano e 7 Folhas de Saião. Deixar em infusão por 7 dias sem destapá-lo, 
depois usá-lo no lugar que se sente dor”.

 

Dor de ouvido

 

- Simpatia do alho: Primeiramente, limpe cuidadosamente o ouvido. Se usar cotonete, não o introduza profundamente pois pode causar danos mais sérios. Extraia o suco de três dentes de alho ou de um galho de arruda, aqueça ligeiramente, molhe um pedaço de algodão e coloque-o no ouvido dolorido. Repita uma hora depois, se a dor não passar totalmente”.

Dor de varizes

- Simpatia x: Retire o miolo do lírio e coloque-os dentro da garrafa de álcool, para ficar em infusão. Deixe assim por uma semana. Após esse período, ao se deitar, pegue um algodão e passe suavemente em suas pernas, sem usar força. Enquanto isso, reze um pai-nosso”.

Dor de cotovelo

 

- Simpatia feminina: “pegue 1 foto do seu amado e coloque junto com a sua dentro de 1 pires com água e sal. Cubra com filme plástico e deixe perto da sua cama durante 1 semana. Coloque ao lado do pires o último presente que a pessoa que quer esquecer lhe deu. Todos os dias de manhã, molhe o dedo indicador na água com sal do pires, passe na testa e diga: “Assim como esta água está amarga e salgada, assim eu quero que fique a imagem de (diga o nome da pessoa) em minha memória”. No final de tudo, pegue o pires, o que sobrar da água, do sal, a foto e jogue tudo em um lixo”.

- Simpatia do cravo: “Espete sete cravos-da-índia numa maçã vermelha e madura, embrulhando-a com um pano vermelho e deixando-a debaixo de sua cama, no lado da cabeceira, por uma noite. No dia seguinte, retirar os cravos e enterrá-los perto de uma flor bonita. Eles representam a parte boa em você, a capacidade de amar que não deve ser de modo algum destruída por uma desilusão. A maçã, representa a dor no coração e deve ser enterrada junto de um formigueiro para ser completamente destruída. Quando as formigas acabarem com a fruta a dor no seu coração também passará e para nunca mais voltar”.

 

- Simpatia da areia: Escreva 10 vezes o nome da pessoa amada na areia da praia. Em seguida pise sobre todas as 10 inscrições. Por fim, mergulhe no mar”.

 

 

E com créditos, alguns links:

http://www.netdentista.com/2010/05/simpatia-para-dor-de-dente.html

http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/simpatias.htm

Enfim — Simpatia, paz e amor.

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Abraços simpáticos congelantes varsovianos

Artur Padão Gosling – Pada

CENTRO MULTIDISCIPLINAR DA DOR: O QUE É???

9, janeiro, 2011 2 comentários

Sempre vemos todos falarem sobre o tratamento da dor ser multi daqui, inter dali. Inclusive nos congressos, todos afirmam isso.

Então vamos a primeira pergunta: se é o melhor, porque a maioria dos profissionais que tratam dor não trabalham de forma multidisciplinar?

Segunda pergunta: se é o melhor modelo de tratamento da dor crônica, porque os pacientes não são tratados lá?

Terceira e última pergunta: será que estamos com isso contribuindo para a dor ficar crônica?

Quantas perguntas, quantas emoções. Vou tentar uma resposta para cada uma delas, mas aviso logo que minha sinceridade pode estar acima da lei.

Para chegar as respostas, vamos entender o que é o tal centro multidisciplinar da dor que tanto é falado e comentado.

O Centro Multidisciplinar da Dor é um local onde profissionais de saúde de diversas áreas trabalham em equipe com objetivos em comum:  o tratamento da dor, qualidade de vida, retornor as atividades. Que fique muito bem claro que para ser multidisciplinar, como o próprio nome diz, vários profissionais diferentes são integrantes. Falo isso porque conheço vários centros desses, principalmente em SP que possuem na equipe somente médicos ou somente fisioterapeutas.

Grandes Equipes, Grandes Profissionais. Dr. Mouse em ação.

com os créditos de http://goldtuganime.biz/forum/viewtopic.php?f=151&t=1884

Para que o trabalho multidisciplinar possa realmente ocorrer, todos precisam:

Trabalhar no mesmo local

É altamente importante para conhecer melhor os integrantes da equipe, trocar experiências, poder ver ao vivo e não no youtube o colega atendendo. Além disso, onde mais o paciente poderia ser atendido ao mesmo tempo por um fisioterapeuta, médico, psicóloga e afins?

Compartilhar experiências

Numa equipe, a equipe tem a palavra final. A visão de cada profissional sobre o paciente e sobre a dor do paciente é resultado de experiência. Claro que, poucos são os profissionais que “rayalmente” abrem seu coração para outro (no sentido profissional).

Falar a mesma língua

Não é todo mundo falar português ou inglês não tá? Muito menos Klingon. É simplesmente todos os profissionais falarem conceitos em comum, entender sobre dor, saber falar de cada área na saúde que trata dor e principalmente, depender do colega para o melhor resultado. Ex, o fisioterapeuta que se dispõe a trabalhar assim precisa saber, entender e se interessar pelo trabalho do médico, psicóloga, dentista, etc.

Escutar o chefe, mesmo que você seja contra

Não precisa nem comentar né? A frase já diz tudo.

Para aqueles que acham difícil lidar com seu chefe, não faltam dicas na internet.

http://www.administradores.com.br/informe-se/entrevistas/carreira-recursos-humanos/como-lidar-com-um-chefe-dificil/4/

http://picaroponto.com/artigos/como-lidar-com-chefe-dificil

http://www.blogdamulher.com/como-lidar-bem-com-o-seu-chefe/

Para montar um centro desses é necessário muito esforço e dinheiro, se for particular. Ter pessoas interessadas em sua causa e que vão apoiar a iniciativa. Agora, se for montar um no hospital, cuidado com os abacaxis que serão criados pelos seus ilustres colegas do hospital.

Para encerrar, vamos as respotas:

Os profissionais que tratam dor não trabalham de forma multidisciplinar porque não estão afim, porque dá muito trabalho, porque são formados para serem individualistas e, o que eu mais acredito, é que não recebem instruções ou ferramentas para se trabalhar em equipe. Também, na verdade, são poucos os centros de dor existentes, por ex, no RJ públicos (Pedro Ernesto, Fundão, INCA, Servidores) e apenas 1 privado (Centro Multidisciplinar da Dor – www.centrodador.com.br)

Os pacientes não são tratados lá porque não sabem que existem esses centros. Alguns são iludidos pelos profissionais de saúde que prometem curar ou resolver o problema.  Porque ainda os profissionais de saúde trabalham dentro de um modelo onde acham que a dor é apenas resultado de doenças e patologias (modelo biomédico). Para quem não sabe, esse modelo já foi substituido a mais de 30 anos e continua por ai insistindo.

Estamos sim contribuindo para a dor crônica. Eu acredito que a falta de comunicação entre os profissionais e os pacientes é um dos grande fatores para a cronificação da dor. Quem está errado? Ambos, mas talvez seja melhor entender o problema do que criar mais problema. Só vejo reclamação, inclusive minha.

Então, os pacientes que sofrem de dor crônica devem ser tratados em Centros Multidisciplinares de Dor. Todo mundo acha.

Lembrar o seguinte: tratar a dor não é tratar lesão. Tratar a dor é tratar uma pessoa que pode ficar doente por dor. Quando entendermos essa diferença, talvez as coisas melhorem.

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Fiquem Serenus.

Artur Padão Gosling – Pada

Dor nas Lesões do Sistema Nervoso Central

2, dezembro, 2010 8 comentários

Para quem esteve no COBRAFIN – Congresso Brasileiro de Fisioterapia Neurofuncional – conseguiu ver o quanto importante foi este evento. Aconteceu em Petrópolis (RJ), a capital mundial da lã, roupas diversas, chocolate, pão e foundie. Sem querer puxar o saco de ninguém e eu não faço isso, foi um dos melhores congressos que eu já participei. Falo isso porque a fisioterapia neurofuncional não é minha área de trabalho. Mas então o que eu fui fazer lá? Falar de dor, claro. Eu prometi colocar a aula no blog e estamos ai mas, com o blog way of life. 15 minutos de fama são 15.000 palavras faladas.

A dor nas lesões do sistema nervoso central significa dor causada por uma lesão no centro produção e de distribuição de informações para o nosso corpo. Também chamados respectivamente de cérebro e medula, essa dor pode provocar tanta limitação quanto as próprias consequências de um derrame para o corpo, por exemplo. Para facilitar, imagine que o cérebro, mais especificamente o tálamo (depois falo mais dele) é uma grande fábrica de cerveja. Produz a cerveja (estímulo do neurônio), embala (mielina das vias de transmissão), leva no caminhão (medula) e chega a barriga do consumidor ou a picanha de fim de semana (corpo). Qualquer lesão neste caminho, que também chamamos de via espino tálamo cortical (medula, tálamo e córtex) pode provocar a dor neuropática central ou apenas dor central.

Entre 60 e 70% das pessoas que sofrem lesões na medula vão ter essa dor.

Entre 20 e 40% na esclerose múltipla.

Cerca de 8% nos derrames (AVC).

E que dor é essaaaaaaaa??

Após 1 semana da lesão, entre 35 e 40% das pessoas vão ter dor central. Mas, como a vida não é fácil, 11% começam a ter essa dor mesmo após 1 ano. A dor é tipo queimação, difusa, constante, profunda ou superficial, sensações disestésicas (diferente sensibilidade) e alodínea. Lembram da querida alodínea??? Refresquemos a memória: http://dorescronicas.com.br/desvendando-os-misterios-da-dor-–-alodinia/

Dói movimentar a área do corpo correspondente com a lesão. Enfim, uma bomba de chocolate para quem não gosta de chocolate. E essa dor, caro leitor (a) não passa. Dor constante, intensa, que dificulta a vida, limita, ta me cheirando a Dor Crônica hein??? Essa foi moleza.

Quando a dor é crônica, vários mecanismos de dor se misturam a dor central, então precisamos de múltiplos tratamentos.

Bom, continuando a falar do centro da cidade, vamos nos preocupar com Tálamo, que vem do grego Thálamos que significa quarto ou câmara do cérebro. Não é do conceito de estratégia em grego do capitão nascimento. Este quarto exclusivo do cérebro é como se fosse uma suíte standard de alta rotatividade, onde não param de passar pessoas e elementos. Mas, não é só de passagem que vive o tálamo. Ele é o quarto mais organizado, com mais brinquedinhos e por isso todo mundo quer passar por ali. Depois, meu amigo, que passa pelo tálamo e vai para as outras suítes presidenciais (ex. Córtex pré-frontal e córtex motor) você nunca mais é o mesmo. É exatamente isso que acontece. Porém, a lesões no sistema nervoso central se atingirem o tálamo ou suas vias de passagem provocam dor na sua grande maioria.

QUE PAPO CHATO ESSE DO TÁLAMO

O sistema nervoso central fica tão aborrecido mas tão aborrecido que tem algumas reações não desejadas:

  1. perde os mecanismos nós mesmos temos para controlar a dor
  2. perde a capacidade de trazer os estímulos de longe = desaferentação
  3. o tálamo não é o culpado mas leva a culpa
  4. mudanças no funcionamento dos centros de produção e distribuição.

Enfim, o que fazer para melhorar essa dor?

Eu que sou um super fisioterapeuta tenho que me ajoelhar, levantar as mãos e pedir ajuda. É preciso um trabalho em equipe. Lembrando que a dor, além de central, também é crônica. A fisioterapia não capaz de controlar esse mecanismo de dor sozinha.

Alguns fisioterapeutas porém estão usando uma super terapia chamada de estimulação magnética transcraniana ou TSM (inglês para os íntimos) mas que não é exclusividade do fisioterapeuta porém com ótimos resultados.

Médicos estão implantando chips para estimular novamente o funcionamento do cérebro e medula, que ajudam bastante na dor também.

Medicações são necessárias para organizar o funcionamento dos neurônios em curto como por exemplo os anticonvulsivantes ou estabilizadores de membrana.

Mas, como a dor será crônica temos ai muito a fazer, não diretamente sobre a dor central. Outros mecanismos de dor estarão presentes como dor musculoesquelética.

Uma equipe multidisciplinar é sempre a melhor solução para a dor crônica. Agora, já vi 300 clínicas que se dizem multidiciplinares e só médico ou só fisioterapeuta. Isso é Multidisciplinary Embromation Clinique.

Abraços centrais

Artur Padão Gosling – Pada.

Ciência e Hamburguer no Congresso Mundial de Dor Lombopelvica

30, novembro, 2010 5 comentários

Após algumas semanas, finalmente trago as novidades do Congresso Mundial de Dor Lombopelvica, que ocorreu em Los Angeles nos EUA no início de novembro. Claro que, em meio ao glamour e bizzarrices em Hollywood, ciência e hambuguer são uma combinação perfeita. As únicas estrelas vistas foram no céu, no chão e grandes nomes da fisioterapia que estudam incansávelmente dor lombar e dor pélvica. E não podia deixar de falar da enorme satisfação de conhecer alguns colegas brasileiros: Pablo Marinho (Carioca-DF), Adriano Pezolato (SP), Eleonora não sei de quê (Goiania-SP) e Fabio fulano de tal (SP). Além desta Gang (nenhum usa calça da Gang) estiveram presentes uma médica de SP a qual trabalhei junto, Telma, que só estuda dor pélvica de origem dos músculos e mais outros que moravam fora. Essa era a força tarefa brasileira.

Força tarefa essa que voltou mais barriguda de lá. Também po, só tinha hamburguer, fritas, cafés e chocolate. Uma simples limonada com salada foi minha melhor refeição. Mas não pude resistir as tentações dos super hamburguers e hooters.

Este congresso reuniu informações de uma forma muito interessante, onde os assuntos iam aumentando seu nível de complexidade, desde ciências básicas como anatomia e fisiologia até chegar aos tratamentos mais modernos.

Ao ver tantos nomes importantes tentando trazer informações e tentando provar seus pontos de vista, fico imaginando como usar isso no dia a dia. Um dos palestrantes, acho que era da Rússia ou Ulcrânica (tinha sotaque de espião contra o 007) afirmou com todas as suas forças de devemos recomendar repouso e repouso e repouso e repouso aos pacientes com dores lombares agudas. Mas, todas as outras pesquisas falam para evitarmos isso. E pior, ele conseguiu provar através de estudos bioquímicos e em músculos. Quem tem razão?

Em meio aos intervalos com vastos petiscos locais e visitas aos stands, onde você podia ganhar um chaveiro de sacro, fazer um corpo a corpo científico foi altamente importante. Minha namorada que não me entenda mal, mas é pelo bem da ciência. HEHEHE.

Cada vez mais a tecnologia invade nossos consultórios. Sabe o ultra som que as mulheres fazem para ver seus feijãozinhos???? Os fisioterapeutas usam o mesmo para ver os músculos se contraindo. Lindo e caro. Médicos usam o ultra som para guiar as injeções no músculos e nervos para a dor. Lindo e caro. Será que tanta tecnologia fará tanta diferença?? Eles dizem que sim, porem eu já vejo a situação por outro lado. Fico imaginando uma pessoa com dor lombar crônica, deprimida, com medo de se movimentar, evitando contato social tentando ativar seus super músculos usando um ultra som desses. Não vai conseguir mesmo, principalmente porque não vai existir a atenção, concentração e foco necessário para tal atividade. Se essa é uma característica tão comum nestes pacientes, porque insistem tanto nisso?

Como sempre, os exercícios são prioridade no tratamento de dores crônicas lombares e pelvicas, mas não existe o melhor exercício, pelo menos ainda. Ajudar com suporte psicossocial os pacientes que apresentam medo de se movimentar, catastrofização, comportamentos de evitação faz toda a diferença na evolução e melhora.

Sobre os pós operatórios, viu algo que eu já havia falado anteriormente na postagem sobre artrodese lombar: as orientações sobre o que fazer e o que não fazer é onde devemos investir com os pacientes, pelo menos no pós operatório imediato.

Enfim, os fatores psicossociais ganharam destaque na sua relevância e presença na dor lombar e pélvica crônica. Pior é que hoje ainda tem fisioterapeutas que acham que RPG e estabilização segmentar resolvem todos os problemas dos pacientes. Tsc Tsc Tsc.

Já quase acabando, fui apresentar os 2 trabalhos que publiquei no congresso sobre artrodese lombar. Claro que ninguém ia querer vê-los na hora do almoço. Então dou nota 5 para isso. Foram 2 pesquisas:

  1. Como as orientações e fisioterapia podem aliviar a dor e aumentar a capacidade de realizar as atividades diárias.

Essas orientações foram baseadas nas atividades que os pacientes executavam durante o dia. E eram atividades bem simples como levantar da cama e cadeira, sentar e levantar da cadeira, subir e descer escadas, caminhar, como carregar peso, agachar. Junto a isso, alguns exercícios para fortalecer os músculos do abdomen, coluna lombar e quadris. Enfim, o protocolo foi um sucesso e está cada vez mais mostrando resultados no meu dia a dia. As pessoas quando operam a coluna precisam ser inicialmente orientadas e não exercitadas. Saber o que fazer e o que não fazer deixa os pacientes mais tranquilos e confiantes no profissional.

  1. Devemos ficar de olho nos glúteos médios dos pacientes pois todos tinham esse músculo dolorido e encurtado, onde tinham dificuldades de cruzar as pernas para calçar sapatos.

Nos mesmos pacientes avaliados, todos ficaram com um pouco de dificuldade de cruzar as pernas para calçar sapatos, chinelos, sandálias ou meias. Acredito que tenha a ver em parte com a cirurgia pelo corte profundo e / ou também pelo imobilismo. Precisamos ficar atentos a isso. Faz parte da função do dia a dia dos pacientes.

É isso ai.

abraços artrodesados

Artur Padão Gosling – Pada

FAMILIA SILICONE E SUAS DORES CRÔNICAS

16, novembro, 2010 1 comentário

Com o grande crescimento da estética estúpida no mundo, vemos da felicidade  total até o desespero por dor. Dizem que não compramos felicidade, mas eu discordo totalmente. O sorriso estampado de uma filha de 18 anos após seu primeiro silicone no peito não tem preço. Silicone e estética viraram saúde primária. Fazer exercício? Dieta? Não percam tempo! É só assitir o Dr. Ray / Dr. Hollywood. Enfim, após o meu desabafo vamos continuar a falar sobre dor. Um estudo atual mostrou de 34% de um grupo de pacientes que fizeram algum tipo de cirurgia plástica tiveram dor moderada, mesmo usando remédios no pós operatório. http://www.dor.org.br/revistador/Dor/2010/volume_11/número_2/pdf/volume_11_n_2_pags_150_a_153.pdf Outro estudo mostrou dor intensa em mais de 60% das mulheres. http://www.dor.org.br/revistador/Dor/2010/volume_11/número_2/pdf/volume_11__n_2_pags_136_a_139.pdf Enfim, é super legal passar por dor assim né????? Super saudável.

Existe uma chance de 0,5% a 4%, variando de acordo com o implante, de contratura capsular na mama por colocação de silicone. Baixa a estatística né? Será que vale realmente o risco de experimentar uma dor absurda e ter que trocar de prótese como se fosse o óleo do motor?

Uma família americana já gastou mais de 130 mil reais em cirurgias estéticas e se orgulham disso. http://bocaberta.org/2009/07/silicone-em-familia.html

Claro que não podia deixar de existir no Brasil. Adoramos copiar modelos americanos. No auge da minha criatividade e falta de sono de madrugada, lhes apresento a Família Silicone e suas dores crônicas comuns após seus procedimentos estéticos.

A pacata Família Silicone foi a primeira no mundo onde todos os seus familiares fizeram alguma cirurgia plástica e tiveram dor crônica. A dor após procedimentos estéticos como as cirurgias plásticas é comum. O que não é comum é ficar com dor persistente. Hoje assisti num dos canais da NET uma cirurgia plástica onde simplesmente foram retirados uns 10 kilos de gordura de uma mulher. Como se fosse uma fatia de bife. Cara, com certeza deve ter doido demais isso. Hoje, fazer algum procedimento estétético é mais fácil do que comprar um hamburguer no McDonald’s. Hoje existe consórsio para o silicone. É só esperar que um dia virá. Daqui a pouco vamos ter promoção de silicone no Peixe Urbano. Taí uma boa maneira de ganhar dinheiro e glamour. A estrutura da Família Silicone corresponde a pai, mãe, filho e filha. Não perdem um programa do Dr. Ray. Rayalmente, é demais mesmo assistir na MTV.

Paula Silicone é uma adolescente mimada de 16 anos, que bateu várias vezes o pé para colocar silicone no peito. Todas as amigas já tem. E hoje, é tão importante para as meninas colocar silicone quanto ter um iphone 4. Culpa de quem??? Essa eu nem preciso responder. Enfim, a Paulinha encheu tanto do saco que seus pais liberaram o silicone. Rayalmente, ficou uma beleza a cirurgia, mas só a cirurgia. Porém, paulinha queria tanto silicone que desenvolveu dor nas costas depois disso. Passou a andar corcunda e se queixar todos os dias. Inclusive, esta é uma queixa comun entre as adoslescentes, porém não sei se já fizeram alguma pesquisa sobre. É tão simples ter um peito que qualquer um paga como se fosse uma ida a feira ou ao shopping. “compre um silicone e ganhe um celular”. Há!

com créditos: http://colunas.galileu.globo.com/segundosdesabedoria/

André Silicone, 17 anos de praia, é um adorador de malhação e academia, mas fica apenas de bate papo com os musculosos e tentando ganhar alguma gatinha e com pouco papo para seus músculos. Ele ainda vai de camiseta regata, bermuda florida e boné. Demais né? Mas, André não estava satisfeito com os resultados de sua malhação. Foi então pelo lado mais fácil: resolveu “plasticar”seu corpo e apelou logo para o silicone no peitoral e trapézio. Finalmente conseguiu usar suas camisetas “mamãe to forte” e sentir-se machão. Pronto, não precisou mais ir a academia. Mas, como nem tudo na vida são flores, nosso amigo André começou a sentir dores no ombros. Será que tem alguma coisa a ver com a cirurgia? Também não sei, mas eu fico imaginando uma P… de silicone pressionando esses músculos que frequentemente são doloridos. Problema é dele né?

http://www.estavapensando.com.br/index.php/2009/11/30/o-maior-trapezio-de-curiba-n/

Danúbia Silicone é a mãe, esposa, querida, siliconada e, claro, lipoaspirada e face lift fada. Sempre achou que sua aparência era tudo. Como anda meio sem grana, optou pelo consórcio da empresa Siliconation 4 Ever. Igual ao carro, hoje em dia existem consórcios para a “saúde” HEHEHEHE. Mandou brasa no seu corpinho para seu projeto verão Carioca 2011. Infelizmente, após sua turbinação, começou a ter dores de cabeça horríveis. Sabia que isso está ficando cada vez mais comum? Eu mesmo pude acompanhar casos de mulheres com dores de cabeça alucinantes após face lift. As dores eram musculares e provavelmente tinham a ver, pois puxa tudo mesmo. Já viram alguém após face lift?

Mais créditos: http://colunas.galileu.globo.com/segundosdesabedoria/

Aristóteles Silicone é o pai, calmo e tranquilo, faz tudo pela sua família. Claro que eles não suportou a pressão e tratou de tirar a barriguinha de anos de futibol e cerveja nos churrascos de fim de semana. Ele tinha aquela barriga dobrada para frente, tipo pochete. No fim, ficou todo esticado, tanque de guerra para sua mulher querida. Ele também pagou as cirurgias de sua família e é muito amado por isso. Aristóteles começou a ter uma dor abdominal e não conseguia mais esticar seu corpo para trás, curvando-se para frente, afim de minimizar sua dor. As vezes sai cara a ambição pela beleza.

Enfim pessoal. Esta sátira ao excesso de silicone mostra algumas experiências que tive com pacientes que sofreram consequêcias a longo prazo. Não que não seja importante a felicidade siliconada. O problema é a futilidade que isso está se tornando e que algumas pessoas podem se dar mal e ter dor crônica por isso. Ex. Silicone por sorteiro em campanha eleitoral, Bolsa família silicone. etc.. http://www.upira.com.br/butecodomax/?s=silicone&search=+Buscar

Cuidado com os abraços. HEHEHEHE

Artur Padão Gosling – Pada

Convivendo com alguém que tem dor crônica

10, agosto, 2010 6 comentários

É uma experiência única acompanhar e tratar pessoas com dor crônica. Mais único que isso é estar diariamente ao lado de alguém que sente dor há muito tempo. Único, difícil, cansativo e as vezes insuportável para qualquer um.

A pessoa que sente dor crônica se afasta de tudo e todos, não só porque está sentindo dor, mas também porque percebe o quanto as pessoas se sentem incomodadas com tanto sofrimento e limitações.

Por isso chamamos a dor crônica de doença crônica. O fato de ter virado doença afeta a saúde de forma geral. Quem está doente gosta de falar da doença, não é diferente com ninguém, pricipalmente com as dores / doenças da moda como a fibromialgia e dor miofascial.

A idéia de escrever esta postagem é mostrar como é fácil misturar a dor e o sofrimento como sintoma. Não é minha pretenção falar mal das pessoas que sentem dor crônica. Entendam que não é fácil lidar com as queixas e o sofrimento que a dor provoca. Cansa!

O familiar que convive

Da mesma forma que em outras doenças crônicas, a dor crônica provoca um desgaste intenso físico e mental nos familiares. Na fibromialgia, por exemplo, alguns familiares muito próximos também desenvolvem fibromialgia.

A fato da família não ser compreensiva e não ter a minima paciência de ter que ouvir queixas de dor é um dos grandes fatores que ajudam a dor a ficar persistente. Isso significa que a falta de apoio familiar destroi a pessoa com dor crônica = abandono.

Lembro de uma paciente que iniciou o tratamento com meu grupo de dor, ficou muito bem e do nada piorou abruptmente. Faz parte a piora, mas não abrupta. A paciente falou que todos os seus familiares a tratavam como inválida porque ela havia feito uma cirurgia.

Mas claro que isso não é receita de bolo. Muitos recebem apoio familiar que compreende o problema e ajuda no que for possível. Raros são os casos.

ahhhhh. como é bom ter uma familia unida e feliz!

O profissional que convive

Além dos psicólogos e psiquiátrias, nenhum profissional de saúde é preparado para lidar com o sofrimento, angústia, mau humor, medo, nervosismo, ansiedade, depressão dos pacientes. Tudo isso se mistura a dor ou muitas vezes é falado como dor.

Por várias vezes o terapeuta (profissional de saúde), além de não compreender a origem da sua dor, não aguenta a carga negativa de queixas. A barra de energia diminui. Perder a paciência é comum e ficar muito frustrado também, com a melhor das intenções de ajudar no melhor tratamento que o terapeuta pode oferecer. Isso se repete constantemente com os pacientes. Acabam visitando 300 profissionais distintos na busca de soluções milagrosas e rápidas para eliminar a dor de uma só vez. Já falei várias vezes aqui: milagre só a religião explica e soluções rápidas só com a velocidade burlesca. E ai a vida vai seguindo, a dor continua, as limitações persistem, o sofrimento aumenta e o isolamento também.

Por outro lado, é uma obrigação do terapeuta (no meu caso como fisioterapeuta) ter o apoio de um profissional da saúde mental para ajudar o paciente e ajudar a ele mesmo a lidar com a situação. Tarefa essa muitas vezes ignorada pelo ego e orgulho, principalmente de médicos e fisioterpeutas. E o tempo vai passando…

O paciente que convive

Um trabalho muito interessante realizado pelas enfermeiras Luciane Sanches e Magali Boeme da USP de Ribeirão Preto mostra como algumas pessoas convivem com a dor e separaram seus relatos em algumas frases:

-       algo incapacitante para vivenciar o cotidiano

-       algo que afeta o seu ser no mundo com os outros

-       algo que as pessoas ao redor não compreendem

-       algo cujo o alívio requer paciência

-       algo que requer saber conviver

-       algo que afeta a dimensão existencial

Veja o trabalho completo:

http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v36n4/v36n4a12.pdf

Outro trabalho muito interessante da psicóloga Adriana Loduca (Gatchel, 1996 e Loduca, 1999) da USP de SP descreve como a pessoa com dor crônica convive com sua dor. O nome do artigo é “Eu e minha dor: convivendo com um processo crônico”. Já viu que esse artigo é barra hein. HEHEHE.

:. “Eu sou a minha dor” – é chamado de caos total ou 2012. O corpo é a região que dói e a vida é voltada a tratamentos para a dor, causando muitas vezes desespero. Foco total na dor pensando sempre negativamente. A busca da vida, ao invés de ser o vale encantado, é a cura da dor.

:. “Eu e a dor dependemos um do outro”- quando não dói fica tudo bem, mas quando dói a vida acaba e não dá pra fazer mais nada. A dor persegue a pessoa igual ao “amigo oculto”.

:. “Eu odeio a dor” – a pessoa fica descuidada com o corpo e desgostosa da vida por causa da raiva e ódio mortal kombat da dor. Só procura ajuda quando precisa cuidar da dor.

:. “Eu me dou bem com minha dor”- a pessoa consegue conviver numa boa. A dor é desconfortável mas não causa temor. Esse é o estado ideal que procuramos manter os pacientes com dor crônica. Não é uma brastemp mas já é alguma coisa.

Resumindo: Não tá mas, tá bom. Nem carro eu tenho.

Ame sua saúde e:

:. Ao menor sinal de carência: arrume um namorado (a)

:. Ao menor sinal de tristeza: vá assitir As incríveis peripécias do ônibus atômico, mais precisamente a cena do pianista tocando “tangerina”.

:. Ao menor sinal de perda de paciência: apenas lamento.

:. Ao menor sinal de dor…

Dicas de saúde são sempre importantes né?

Até mais.

Abraços

Artur Padão Gosling