Trocando uma dor por outra: procede?

Dizem que quando você está com uma dor muito forte, que está super desconfortável, nada melhor do que dar uma topada com o pé, ser beliscado ou fazer qualquer coisa dolorosa para melhorar. A idéia é trocar uma dor por outra, dizem as crenças da vovó.

A ciência não perde tempo e foi investigar que “raios” de negócio é esse. Vários experimentos foram realizados usando um “evento doloroso”, por exemplo, mergulhando uma das mãos em um balde com água quente ou fria ao extremo. Isso foi capaz de aliviar a dor inicial, que foi trocada pela dor experimental do quente ou frio.

Mas, como isso funciona? Nosso sistema nervoso controla as nossas dores de diversas formas. E, quando o bicho pega, o sistema nervoso (já nervoso) liga no “10” ao estilo “vai que é tua tafarel”. Ele manda tudo o que pode e o que não pode para minimizar o estresse provocado e a dor “nova”. A dor antiga vai no bolo. Mas, isso pode ser considerada uma distração? Parece que não.

Então, uma dor antiga pode melhorar com uma dor nova. A isso chamamos dor condicionada. Ligamos nossos sistemas de controle de dor ao extremo, que é chamado modulação por inibição difusa.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20543676

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20493631

Enfim, doer é a questão. Use a dor a seu favor. Procede!

Artur Padão

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