Sentindo a dor do outro

dor e espelhoPor mais louco que possa parecer, temos uma capacidade gigante de copiar e imitar a dor de outras pessoas. Da mesma forma que ideias e movimentos, aprendemos e registramos a dor de outras pessoas como se fosse nossa. E sentimos também. E temos reações emocionais e comportamentais também.

Para isso, devemos agradecer aos neurônios espelho. Tais “pseudo amigos” copiam e imitam de tudo um pouco, registram tudo, desde de ideias mirabolantes até os movimentos (pessoas, animais, carros, bikes) e emoções. Entretanto, seres humanos costumam copiar coisas que não servem para nada, como certos “pseudo artistas musicais”. Brasileiros costumam copiar tudo de fora do Brasil (ex, the voice), aliais tudo o que lhes convém.
https://www.youtube.com/watch?v=zwJB6f1jEKk (excelente explicação)
http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/summary… (refs)

Neurônio espelho meu: será a dor do outro um problema meu?

Para entrar no clima, devemos entender os neurônios espelho como “macaco de imitação legítimo”. É praticamente se colocar no lugar do outro, ser empático, deixar sua mente ser dominada…pela dor??? Esperamos que não. Na verdade, adotamos os comportamentos frente a dor: expressões faciais, movimentos de retirada ou lentos, passar a mão na região dolorida…talvez um meio irmão do comportamento doloroso. Então, a dor do outro é quase que um comportamento seu, mas não seu problema. Afinal de contas, quem está sentindo??????
http://thebrain.mcgill.ca/…/i_03…/i_03_s_dou/i_03_s_dou.html

Enfim, sentimos a dor do outro graças a capacidade de espelharmos de tudo um pouco…de acordo com os tipos de espelho:

– plano – – imitação perfeita – – quase um ator/atriz – – dor aguda = maior proporção entre causa e efeito / lesão e dor.
– convexo / côncavo – – imitação ampliada / reduzida – – distorção = sensibilização do sistema nervoso = dor crônica = desproporção entre o relato e o exame.

No The Voice Brasil (Quarto pior programa da Rede Globo – perde para 3-encontro com fátima bernardes; 2-estrelas; 1-esquenta), temos os clássicos imitadores dolorosos, onde os neurônios espelho trabalham a todo vapor. Temos os que imitam os americanos, os que imitam tribos indígenas brasileiras, os que só copiam os outros e os que se sacodem sem explicação neurofisiologica. Entretanto, tenta ser um neurônio espelho descolado. Tenta.

Artur Padão – Dorterapeuta

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