Iatrogenia – a “mentira” dolorosa de pernas longas

dor e iatroNenhum outro abacaxi que ocorra com um paciente se compara a uma iatrogenia. Se você ja ouviu esse termo em algum lugar ou nunca ouviu, prepare-se para mais um mistério revelado. E ela é mais comum do que imaginamos.

O que era para dar certo com o tratamento, dá errado. O que era para ser uma verdade, torna-se uma mentira. O que era para resolver, dá zebra. Então, a iatrogenia é um termo que diz o seguinte: um estado de doença, efeitos adversos ou complicações causadas por ou resultante de tratamento médico. Mas, não se engane. Qualquer um pode fazer uma iatrogenia braga, inclusive um RIP.

Se um tratamento que tem por objetivo aliviar a dor provoca a piora da dor, então sim foi um tratamento iatrogênico. Mas, calma ai. As vezes, na dor crônica, vários tratamentos por meios físicos podem provocar mais dor. Mas, não podem provocar lesão tecidual.  Exemplos típicos de iatrogenias são os efeitos adversos de remédios, erro de prescrição de tratamento e cirurgias malsucedidas.

Mas, acredito que as iatrogenias mais impactantes são aquelas que saem da boca do profissional de saúde. Por exemplo, orientações equivocadas e desnecessárias. O repouso pode ser uma orientação incapacitante ao extremo, tendo em vista que a maioria dos profissionais de saúde entende a dor com intensidade elevada como dor aguda.

Iatrogenias tendem a manter o paciente com pernas longas, ou seja, por muito tempo são um problema e casos de justiça. Errar é humano, persistir no erro é “Dolorice”.

Para saber se o aumento da dor durante o tratamento é o não iatrogênico, basta olhar para possíveis consequências que isso provocou. Mais dor tende a gerar mais incapacidade. Porém, novamente, não deve ter lesão tecidual. Senão, você já sabe né. Jogou no ventilador. Bom senso sempre é o melhor remédio.

 

 

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