Dor, neuroplasticidade e exercício: uma refeição completa

dor e peaoO exercício físico é uma refeição completa para nosso cérebro, isso é um fato. E, não seria diferente, vários estudos mostram como o exercício físico é capaz de trazer alívio da dor. Basta saber como chegar lá de forma segura e bem dosada.

Uma das formas de explicar os efeitos benéficos do exercício físico no alivio da dor é por meio de “arroz, feijão, salada e carne”. Quando o cérebro “se alimenta do exercício”, ele que não é nada bobo, acumula energia e faz um grande corpo a corpo neuronal, adicionando novas amizades e aumentando sua rede do facebook a cada dia. Isso se chama neuroplasticidade, ou seja, “sai chegando amigo”!

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3690528/

http://ptjournal.apta.org/content/93/12/1707.full

http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs12975-014-0357-7#page-1

Como exemplo do nosso dia a dia, o exercício aeróbico é capaz de criar novos neurônios (neurogênese) e, se existem mudanças corticais pela persistência da dor, esta é uma ótima refeição neuroplástica (quem sabe com sobremesa também). Os efeitos já foram vistos em animais e humanos, de forma rápida após 12 horas de exposição a exercícios aeróbicos. http://www.mdpi.com/2076-3425/2/4/709

O exercício físico tem ganhado espaço mostrando como é capaz de reduzir os alarmes do sistema nervoso, reduzindo o excesso de nocicepção, desfazendo amizades duvidosas (brotamentos colaterais) após lesões no sistema nervoso periférico e regulando as doses de substâncias irritativas e protetoras. O efeito nos ratinhos foi agudo (rápido), que foram submetidos a 1 hora de exercício em esteira de forma progressiva. Isso mostra a importância do exercício no alivio da dor neuropática, quem sabe nos humanos também.

https://www.dropbox.com/s/shf7z005nnsref8/Early_increasing_intensity_treadmill_exercise.27.pdf?dl=0

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3983517/pdf/fncel-08-00102.pdf

O córtex motor (área do cérebro responsável pelos movimentos) é o que mais se alimenta de diferentes refeições, ou seja, é o mais neuroplástico. E precisa ser. Afinal de contas, tudo o que fazemos envolve movimento. Além disso, o cortex motor é como aquele melhor amigo. Ele é um grande distribuidor de amizades (sem comprar likes), fazendo os “grupos de alivio da dor” interagirem e, por isso, tem sido alvo de estudos sobre o alivio da dor em vários modelos de exercício.

Se movimentar e se exercitar vai fazer as pessoas terem menos dor. Coma direito, acerte a dose, seja feliz.

Artur Padão

Um comentário sobre “Dor, neuroplasticidade e exercício: uma refeição completa

  1. Fala Arthur! Como vai? tudo bem? Excelente esse seu Blog. Gostei bastante. Parabéns! Arthur, observando o seu Blog, achei esse assunto que é mais ou menos a minha monografia no Einstein, interessante. Gosto muito desse assunto e acredito no milagre dos exercícios aeróbicos.Como ex-atleta seria impossível não acreditar. não Concorda? Caro amigo, o tema do meu trabalho é Dor crõnica e sedentarismo.Quero provar, através de uma revisão bibliográfica que o exercício aeróbico pode reverter as mudanças na percepção do estimulo doloroso, o envio pervertido destes estímulos aos centros superiores, assim como a restauração do bom funcionamento dos centros supressores da Dor. Com isto, venho trabalhando com exercício aeróbico e reversão da plasticidade. Mais um outro ponto que estou trabalhando e que acredito muito é sobre o sedentarismo, a produção de citocinas pro-inflamatórias , a sensibilização periférica e central e a plasticidade. Como alguns exemplo de que as citocinas estão relacionadas com a plasticidade, cito oalto nível de citocina inibindo as células da Glia de retirar o Glutamato da fenda sináptica e a expressão de NFG. Vários estudos falam sobre os exercícios aeróbicos e de resistencia na redução das citocinas. Bom, gostaria de saber a sua opinião sobre isso, para que eu poça dar continuidade ao meu trabalho. Obrigado
    Grande abraço Mário

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