Crônicas dolorosas 4 – O marido da barata

dor e baraUma das melhores coisas a se fazer dentro de um elevador é ficar atendo ao que acontece ao seu redor. No papinho de hall e elevador de 2 amigas idosas encontrava-se uma terceira amiga, esta falecida após uma cirurgia.

E a fofoca corria solta, falando mal do médico cirurgião e da amiga, a qual optou por realizar uma cirurgia estética em tudo quanto é lugar ao mesmo tempo.

Elevador tem 4 cantos? Que nada. Segundo suas informações, a amiga RIP optou por fazer tudo ao mesmo tempo para sair mais barato e, infelizmente, se deu mal.

Falando alto, claro, uma delas reclamando que a amiga morreu na cirurgia solta a frase que seria o auge da conversa dolorosa do elevador lotado: “Barato é o marido da barata”!

Tudo o que é barato sai caro? Não! Muitos serviços baratos são ótimos como possibilidades de tratamento para a saúde. No Brasil, as pessoas estão tão acostumadas a falar mal do SUS e afins, que no final das contas pagam para minimizar os aborrecimentos.

Por exemplo, uma cirurgia de artrodese lombar que gira em torno de 250 a 300 mil reais sai caro para o plano de saúde e sai abusiva para o consumidor, quando mal indicada. As taxas insucesso com a artrodese lombar são muito altas. É um custo muito maior que o financeiro, no final das contas.

Portanto, um tratamento para a dor ao estilo “marido da barata” significa: tenha mais cuidado com o que você escolhe. Escolha uma marca boa, mas que tenha assistência técnica aonde você mora. A graça perde o valor quando a zebra perde suas listras.

Artur Padão – Dorterapeuta

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