Controle da dor? Acerte a dose!

dor e doseQuando o rock n roll brasileiro estipulou que “mais uma dose é claro que eu to afim”, já se sabia que várias drogas produziam o clássico “confortably numb” do pink floyd. Mas, não se engane. Vários tratamentos produzem isso e são prescritos para o alivio da dor em diversas condições de saúde.

Acertar a dose implica em alguns pontos importantes: a quantidade, a frequência, o tempo de uso, o tipo do tratamento e, claro, não esquecer do que queremos. Então:

– O que queremos? Aliviar a dor!

– Quem somos? Curtidores!

– E quando queremos? O mais rápido possível!

– E como queremos? Analgesia! Reduzir a sensibilização! Estimular o cérebro! Melhorar o movimento! Modificar pensamentos automáticos!

Tudo isso produz alivio da dor, mas tem que acertar a dose. Isso implica em conhecer exatamente a “bebida e sua quantidade de álcool”. “Quantos Pints de cerveja produzem o mesmo efeito do que um Shot de tequila ou vodka?”. http://www.cisa.org.br/artigo/235/alcool-origem-composicao.php O quanto de exercício físico eu tenho que fazer para atingir a liberação de endorfinas? Quantos comprimidos de analgésico produzem analgesia?

Doses de remédio ou bloqueios são já bastante conhecidas, pois foram estipulados a quantidade usada, a frequência diária e o “tempo do longo do tempo”. Existe uma forte industria produzindo essas informações.

Doses de meios físicos como eletrotermofototerapia também, pois são mais facilmente mensuráveis (Ex. TENS, frequência baixa, 40 min, diário). No exercício físico, por exemplo, precisamos de doses diárias de 70 a 80% de intensidade, sem um tempo ainda pré determinado, para atingir efeitos como o alivio da dor e a redução da sensibilização. Já exercícios de menor intensidade e maior tempo de duração liberam mais endorfinas.

Quando entramos em tratamentos manuais, como as diversas formas de terapia manual (mobilização e manipulação de tecidos, neurodinâmica, massagem), encaramos o problema da habilidade da mão do aplicador (terapeuta). Mensurar essas dosagens é mais complexo (grau 2, 3 rep, por 1 min?). É possível, porém mais difícil. Já pararam para pensar na dosagem de bandagens funcionais? E de tratamentos psicológicos?

As doses de tratamento tem “prazo de validade” para manter seu efeito.

Já dizia o grande músico paulista santista da minha geração com a boca amargando: “Cada um sabe o dom, e o dom é o tamanho da dose”.

Acerte a dose, controle a dor!

Artur Padão – Dorterapeuta

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