Importância da intensidade da dor
A tentativa em se medir a intensidade da dor vem de longa data. A palavra intensidade pode também ser substituída por tamanho, quantidade, grau, proporção, magnitude. Uma opção quando avaliamos a dor é compreender o quanto a dor é intensa ou o quanto pode incomodar se fraco – forte, pouco – muito, pequeno – grande, não interessa o nome que se dá. A quantidade de dor que cada pessoa sente é única e exclusivamente da pessoa que sente.
Não é fácil medir a dor, não é tão objetiva quanto a temperatura do corpo onde usamos um termômetro e temos logo o valor da temperatura. É por essa característica subjetiva, que é dominada pela consciência de cada um, que a dor é tão difícil de dar um valor numérico, simbólico ou verbal.
Avaliar a intensidade da dor ajuda para:
- Saber o quanto de dor a pessoa sente.
- Ajudar no diagnóstico.
- Ajuda a definir o tratamento inicial.
- Comparar a evolução no tratamento: melhorando, piorando ou a mesma coisa.
- Facilitar a relação entre o profissional e o paciente – acreditar na intensidade.
- Facilitar o entendimento sobre a dor.
Várias formas são propostas para avaliação em adultos, crianças, idosos
1. Escala Visual
2. Escala Verbal
3. Escala de Faces
4. Escala Numérica
5. Escala de Copos
6. Escala de Cores ou Temperatura
7. Escala de Mensuração de 4 itens (P4)
Fala da intensidade da dor em 4 itens: manhã, tarde, noite e durante as atividades.
8. Escala de Revisão de Indicadores Nã0-Verbais
http://painconsortium.nih.gov/pain_scales/ChecklistofNonverbal.pdf
9. Escala FLAAC
http://painconsortium.nih.gov/pain_scales/ChecklistofNonverbal.pdf
10. Escala CRIES de Dor
http://painconsortium.nih.gov/pain_scales/CRIESPainScale.pdf
11. Escala COMFORT
http://painconsortium.nih.gov/pain_scales/COMFORT_Scale.pdf
As escalas de 8 a 11 ajudam quando a pessoa não consegue dar nota clara, tem dificuldade na comunicação verbal.
O ser humano consegue se comunicar com o mundo de diversas formas não verbais e estas são usadas nestas escalas como por exemplo os movimentos do corpo, expressões corporais e faciais de dor, choro, rítmo da respiração e dos batimentos do coração, dentre outros.
Para finalizar, muitas são as áreas do nosso cérebro que conseguem processar a intensidade da dor, que inclúi as partes responsáveis pelo controle dos movimentos, das sensações, afeto e atenção. Em termos técnicos, temos então ativação em ambos os lados do cerebelo, putâmen, tálamo, ínsula, córtex cingulado anterior, córtex somatosensorial; áreas contralaterias ao córtex primário somatosensorial, motora suplementar e na área pré motora do mesmo lado. Difícil entender esses nomes?? Tudo isso tem lá na sua cabeça.
Escalas não são perfeitas. Elas complementam uma parte da avaliação da dor.
atá a próxima.




Uma vez num curso , o professor falou do dolorímetro. Vc já usou ? O que vc acha ? É válido na sua opnião ?
Achei interessante porém nunca vi ninguém usar, talvez seja ainda pouco científico ?
oi ana td bem? o dolorímetro também é chamado de algômetro de pressão ou de Fischer. Ele é um instrumento que avalia pressão sobre pontos dolorosos ou áreas solorosas. É validado sim e ajuda a comparar o tratamento que você propuser. Hoje existem uns eletrônicos mas o que é bastante confiável é o analógico mesmo. Olhe os links.
http://www.chiroandosteo.com/content/16/1/4/figure/F5
http://www.usneurologicals.com/fpk.JPG
bjs