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Sábado da Dor – Versão RJ

5, junho, 2011 3 comentários

- Ir no camarote Devassa da The Week de graça – não vale

- Passear no pão de açúcar estilo carioquinha – 35 reais (ida)

- Ver o show do Zumbi do Mato no Balroom – 70 reais (dá pra rir muito)

- Comprar o ipad 1 no brasil – 2000 reais (vale a pena)

- Acordar no sábado numa manhã fria do RJ para assistir aulas sobre dor – tem preço sim – acordar cedo numa manhã fria do RJ.

O preço de encontrar os amigos, conhecer novos, almoçar de graça e ainda assitir ótimas aulas foi o preço muito barato que pagamos. Barato até demais, tendo em vista os benefícios.

 

O Sábado da Dor é um evento gratuito promovido pela Cristália (indústria de remédios) e a SBED (Sociedade Brasileira para os Estudos da Dor) com o objetivo de divulgar informações sobre dor aos profissionais de saúde.

 

Vários artistas estiveram reunidos como Zeca Pagodinho, Peixe Grande e Forrest Gump, contando suas incríveis histórias sobre dor. Com seu público carioca fiel, profissionais como fisioteapeutas, médicos, enfermeiros e afins puderam aproveitar um ótimo conteúdo e bem descontraido, o que na minha opinião ganha muito mais a simpatia e facilitam o entendimento sobre a dor.

 

Acreditem, existem doidos que apenas estudam dor, como os que estiveram no sábado. Entre a fisiopatologia da dor e os excelentes pães de queijo no coffee break, estava uma das partes mais importantes de qualquer evento de saúde: a social. Apesar das namoradas e maridos reclamarem, é nesta hora que perdemos o medo de nos comunicarmos e quebramos a barreira de tijolos aparentemente impermeável. Calma calma!! Farra dessas só nos Caça Níqueis.

 

 

Calma, só porque o sábado da dor foi num hotel não significa que acabamos na piscina!

 

Médicos precisam conversar com outros profissionais e vice-versa. Eu sei que boa parte tem certeza que está em níveis estratosféricos acima dos outros da mesma forma que eu tenho certeza que sozinhos não resolvem nada. Por isso que existem eventos como este do Sábado da Dor, para tornar essa barreira de tijolos um objeto permeável de conhecimento entre todos, de novas amizades e parcerias.

 

Se um urso pode se tornar amigo de um rottweiller porque não um fisioterapeuta se relacionar bem com um médico?

Aos que passaram o sábado estudando, fico feliz em saber que estamos indo para um caminho de benefícios próprios e para o nosso objetos de estudo – a dor e a pessoa com dor.

 

As brigas entre os profissionais são puramente necessidades de mercado e de mostrar a vaidade pessoal. Se um profissional der um chilique porque você resolveu tornar seu paciente mais ativo pense positivo – não estou nem ai.

A união multidisciplinar faz a força – Pra frente He-Man.

Abraços

Artur Padão Gosling – Pada

 

 

Doeu no bolso….e agora?

1, junho, 2011 Sem comentários

Nada de pânico. Se dói no bolso vamos dar graças a deus que temos nocicepção e dinheiro. Se nocicepção significa todos os processos envolvidos na dor até percebermos que dói, então as facadas dolorosas no bolso são frequentes. Neste último fim de semana fui num “roque fervente”ou “night bombante” com minha namorada na Urca e percebi o quanto meu bolso doeu no fim. O pior não foi isso. Uma das convidadas, a tia fulana, resolveu mostrar o bolso e liberou drinks para todos. Ai, rayalmente virou a farra do bolso doido. Acho que ela ainda nem percebeu a dor no bolso se pagou com o cartão de crédito.

 

Enfim, a dor pode realmente furar o bolso. Os americanos gastam mais de 150 bilhões de dólares com tratamentos e afastamentos do trabalho por dor. Aqui no Brasil, os gastos não chegam perto disso. Porém, vamos fazer um cálculo simples para termos uma idéia. Se um paciente vai a um centro de dor privado fazer um tratamento multidisciplinar com um fisioterapeuta, um psicólogo e um médico, vai gastar por mês no mínimo uns 1500 reais por mês. Imagino quantos de vocês teriam essa condição. Num ano, iria gastar 18.000 reais. Não estou nem incluindo o estacionamento ou taxi, lanchinhos rápidos, cafézinho e consulta com outros profissionais. Em resumo, cuidar da saúde dói no bolso. E o meu também agradece.

Será que é melhor evitar a dor ou evitar todos os problemas que se acumulam e no final das contas são chamados de dor? Claro que sim. Todos também querem ganhar na mega sena, inclusive eu. Assim, a maioria dos problemas iria embora. A dor do bolso então…não precisava ser assim. Mas, no sangue mistureba do brasileiro, temos que sofrer até o último centavo para procurar ajuda. Pois, como brasileiro, sou auto suficiente e não desisto nunca. Se ao menor sinal de dor persistente buscarmos ajuda, maiores as chances de não ficar crônica e de furar / doer seu bolso.

Muitos são os problemas nos serviços de saúde. Por exemplo, vi no jornal ontem que o bolso do ministério da saúde doeu demais ao comprar sem necessidade aparelhos de pressão e termômetros. Ninguém merece. Tudo isso acaba se tornando nosso problema também. Acredito que mais da metade das pessoas com dor crônica no Brasil vão ter dor para o resto da vida pois nunca vão conseguir o tratamento da dor que lhes é de direito. O bolso furado impede a maioria das pessoas de ter um tratamento decente.

 

Mas, não é só o bolso paciente dos pacientes que dói. Eu, como fisioterapeuta, também furo o bolso com frequência e queimo neurônios várias madrugadas para tentar furar menos o meu bolso. Eu também tenho dor e é isso ai.

 

Então…dá pra doer menos o bolso?????

 

Claro. Basta elegermos as nossas prioridades. Enquanto alguns sentem a dor no bolso para buscar saúde, outros gastam com silicone e botox. Infelizmente, beleza tornou-se mais importante que saúde. Mas, como a própria definição da palavra saúde (bem estar físico e mental e a capacidade de um indivíduo perceber sua condição), podemos ver muitas vezes o que é rayalmente importante. Use menos o cartão de crédito. Eu sei que é difícil, saiu o Ipad 2, juro que tentarei.

 

Tudo é dinheiro???? Com certeza não. Mas, facilita muito.

A dor no bolso é muito relativa. Tem tudo a ver com a nocicepção: quanto mais furado mais doloroso no final do mês.

 

Então, guarde a dor no bolso. Se estiver furado, melhora ainda. Vai que ela saí né?

 

Em homenagem a Fabrícia Costa, fisioterapeuta que administra dores no bolso frequentes. Mas, está lá firme e forte com sua clínica em copabronxs.

 

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Abraços furados

Artur Padão Gosling – Pada

 

 

 

 

Emdor-Finas, Isakonildos e Francirne

22, maio, 2011 Sem comentários

Nada como participar de 3 eventos em 1 semana, sentado o dia inteiro assitindo aula. Quem mais agradece é o pescoço moido e a namorada.

E por falar em dor, assunto mais interessante e falado no blog, vamos direto ao assunto, marcando os pontos positivos e negativos de cada um.

 

Sabiam que existem eventos só para se falar de dor? Como se já não bastasse ouvirmos os pacientes gastarem saliva falando da dor, o EMDOR foi um evento direcionado a profissionais de saúde que trabalham com dor crônica no Rio de Janeiro. Foram aulas com professores renomados do Brasil. Foi muito bom, boa parte das aulas foram muito boas, porém sempre o mesmo assunto me chama a atenção. Sempre ouvimos de todos que o modelos de tratamento deve ser bipsicossociais e o multidisciplinares. Muito bem, como fazer isso? Como trabalhar nestes modelos? Quantos estão interessados? Isso, só tem como saber se estivermos dentro de uma equipe. Isso, só tem como saber a partir do momento em que enxergarmos a dor como problema de saúde e que afeta muitas dimensões de uma pessoa.

 

Continuando nossa saga científica, vamos ao lado esportivo. No ISAKOS, pude participar do curso de reabilitação esportiva. Foi uma ótima revisão de vários aspectos dos atletas, porém falando muito e muito mesmo sobre lesões. É claro, todos nós sabemos, os atletas se machucam com frequência e também tem dor. Normalmente as dores dos atletas são associadas a lesões. Mas, e se a lesão é curada e a dor fica? E se o atleta não consegue retornar ao treino por medo? Por cinesiofobia? As vezes, infelizmente, devemos saber quando chegamos ao limite do nosso tratamento e precisamos de ajuda de um colega fisioterapeuta, médico e de um psicólogo.

 

E por último, a coruja Fran Cirne. O evento foi em Vitória e contamos com muitos fisioterapeutas brasileiros e de fora. Realmente, foi além das minhas expectativas e muitas informações acrescentaram para semana que vem. É claro que todo evento vem seguido da parte social intensa, o que causa grave ansiedade nos namorados e namoradas, os quais ficam investigando o facebook para ver as fotos carregadas durante a farra. Como já falei pra minha namorada: “o que acontece em Vegas, morre em Vegas”. Enfim, o que se falou de dor foi o que eu esperava. Não era o objetivo, mas acho altamente relevante falar do perfil dos pacientes com dor. Classificar para tratar é importante? Claro que sim. Mas, devemos considerar os multiplos aspetos que a dor pode prejudicar. Por exemplo, o quanto a ansiedade e depressão dificultam a escolha das técnicas de tratamento? Como devemos tratar pacientes com cinesiofobia? Enfim…

 

Fica então a saudade. O problema é: da ciência ou da social?

Os ânimos sem esquentam na aulas polêmicas.

Uns não sabem curtir com moderação.

 

Teve até show do teletubies.

Injeção de nutela para todos.

“O que acontece em Vegas, morrem em Vegas”

Mas, eu estava lá assistindo aula.

Foi ótimo rever os amigos e conhecer novos, mesmo que seja no aeroporto.

Parabéns aos que publicaram trabalhos científicos.

 

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Abraços para a Emdor-Finas, o Isakonildos e a Francirne 2011.

Artur Padão Gosling – Pada

Mitos e Mentos Sobre a Dor

12, maio, 2011 2 comentários

Comer bolo quente dá dor de barriga? Usar lenço com álcool cura dor de garganta? Torrar dinheiro no shopping cura dor de cotovelo?

Mitos ou crenças ultrapassam o tempo da vovó. Na época da mitologia grega ou dos cavaleiros do zodíaco, as histórias que todos leram sobre o minotauro ou a guerra de tróia ajudaram a dormir ou a ter medo. Mas, nossa capacidade de criação ultrapassa barreiras universais. Quanto mais popular o mito ou crença, maior o seu impacto no povão.

Os que mais marcaram minha infância, foram relatados por minha célebre avó antonieta gosling:

- mastigar 72 vezes cada garfada de comida

- levar a boca ao garfo e nunca o garfo a boca

- usar lenço com álcool para as dores de garganta

E por falar em mitos e crenças, cada vez mais aparecem invenções de moda sobre a dor crônica. Cada vez mais, os insucessos de tratamentos para a dor queimam o filme do tratamento e do profissional, produzindo esses mitos.

Quais são mitos comuns?

1. Ter dor a muito tempo é normal e todo mundo tem

Não é não meu amigo. A dor aguda protege, mas a dor crônica castiga.

2. A dor significa apenas que tem uma lesão no corpo

Se fosse assim a gente não tinha dor de cotovelo ou tourácica.

http://dorescronicas.com.br/a-inexplicavel-dor-de-cotovelo/

http://dorescronicas.com.br/dor-touracica/

3. A dor está na sua cabeça. Sou louco?

Claro que é. Todos nós somos. Não, claro que não. A dor está na cabeça sim. Percebemos que dói lá dentro da cabeça, no cérebro. Mas não percebemos quando a loucura toma conta da cabeça.

4. Quanto mais velho eu fico mais dor eu tenho que sentir

Não e Sim. Nem todo mundo que envelhece sente dor o tempo todo. Mas, quanto mais velhos ficamos mais nossos músculos e juntas vão sendo juntados e jogados fora, aparece um monte de doenças e isso dói.

5. O doutor vai curar a minha dor

O doutor não cura nem a dor dele mesmo. Se você esperar a cura sentado, vai continuar sentado esperando.

6. Ignorar a dor vai fazer a dor ir embora

Deus te ouça. Ignorar a dor significa mudar o foco para outra coisa. Se voltar o foco para a dor, a dor volta, principalmente nos casos crônicos.

7. Conviver com a dor é para sempre

Só fica dessa forma se quiser. Sofrer por dor é sempre opcional.

8. As mulheres lidam melhor com a dor do que os homens

Conversa pra boi dormir. Na verdade, cada um lida com a dor da sua forma, sendo homem, mulher, ½ homem ou ½ mulher.

9. Se eu me exercitar a dor vai piorar

O exercício ajuda na maioria das vezes. O profissional tem que saber também quando o exercício vai prejudicar. Quem indicar repouso para a dor crônica é melhor não falar nada.

10. A clavícula é um osso que une a ponta do nariz ao dedo do pé

Essa pérola foi de um amigo de infância, na época em que o rio sul tinha supermercado e jogávamos Atari. Sem comentários.

 

Mintologia – Conversa pra boi dormir?

O mito é a verdade de alguém. As mentiras tem pernas curtas, mesmo as mentiras do House. Falar a verdade, por mais que seja doloroso, é mais seguro. Sinceridade e honestidade acima de tudo. Mitos são mentiras, só que parecem verdades para muitos. Acreditar nisso pode lhe prejudicar e colocar sua saúde em risco, da mesma forma que o fumo.

Mentoslogia?

Apenas uma piadinha sem graça

Agora, uma piada de verdade

O homem volta para casa, depois de horas combatendo o fogo, doido para dar um bimbada com a esposa.

Tudo encontra-se na mais completa escuridão e a esposa está choramingando na cama, reclamando de dor de cabeça. Tira o uniforme no escuro mesmo, fazendo carinhos na mulher.

— Não, querido, hoje não. Estou para morrer de dor de cabeça. Nem acenda a luz, que qualquer luzinha me irrita.

— Então, querida, vou pegar um remedinho na sala.

— Nãão, amor. Não me acenda nenhuma luz, por favor. Vá até a farmácia do seu Zé e compra um remédio pra mim, vá.

O marido, assustado, veste-se no escuro mesmo e corre para a farmácia:

— Seu Zé, me vê um remédio para dor de cabeça, urgentemente, que minha mulher está para morrer, gemendo na cama.

— Tudo bem, mas me responda uma coisa: o senhor não é bombeiro?

— Sou, e daí?

— O que tá fazendo vestido de guarda?

 

Há!

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Abraços mitológicos, mintológico e mentoslógicos.

Artur Padão Gosling – Pada

Curso sobre Fisioterapia no Manejo da Dor

19, abril, 2011 Sem comentários

Caros Blogueiros Doloridos Crônicos Profissionais Fisioterapeutas. Enfim, iniciamos a divulgação do primeiro curso sobre Fisioterapia no Manejo da Dor que será realizado em Brasília, DF, local onde está o poder. Este é o primeiro curso especificamente sobre dor para fisioterapeutas e o conteúdo está voltado para a sáude e educação, que é mais importante do que as técnicas.

Super Curso nos dias 23 e 24 de julho de 2011.

De Brasileiros para Brasileiros. Chega da invasão estrangeira! Chega de carros importados! Chega de Macbooks Pro e Ipads! Esses dois últimos não, nem pensar! HÁ!

Temas como neurofisiologia, fisiopatologia e educação em dor recebem destaque e merecem a atenção do fisioterapeuta.

O mais interessante é que o curso está aberto a outros profissionais de saúde. Gostaria muito que os Educadores Físicos se incluíssem neste público alvo.

Quem tiver interesse entre em contato com o Dr. Arthur Ando em Brasília que estará a frente da organização. Os demais contatos estão no PDF abaixo. Calma, Calma. Em breve no Rio.

Organização geral para não haver ciume entre os ministrantes:

- Artur Padão Gosling – artur@centrodador.com.br

- Arthur Ando – 61 9986-8350

- Pablo Marinho - http://pablomarinho.blogspot.com/

 

Se quiser, confira um pouco mais sobre o curso na Página “Cursos” do Blog da dor Crônica.

PDF - fisio manejo da dor

Abraços

Artur Padão Gosling – Pada

A volta das dores que foram

14, abril, 2011 Sem comentários

“Milagre! A dor foi embora, você é o melhor fisioterapeuta do mundo. Posso trazer um bolinho de laranja no próximo atendimento?” Célebres palavras emocionantes que todo o emblemático fisioterapeuta já recebeu da querida paciente que já tem dor há 20 anos e que ainda acredita na paz mundial. Como tudo na vida é passageiro, o alívio da dor para as pessoas com dor crônica também é. Se consideramos a dor crônica como uma doença crônica, então teremos períodos com pouca dor ou sem dor (remissão) e períodos com bastante dor (recidiva). Mas acredito que isso é uma forma biomedica demais e que deve ser deixada de lado. A dor ir, vir, sumir, reaparecer depende de muitos fatores. Sempre comento do envolvimento dos fatores emocionais e comportamentais que podem piorar, manter e deixar a dor persistente. Quanto mais sensível estiver o sistema nervoso, mais fácil sentir dor.

 

Aliais, para os fisioterapeutas, já perceberam que é muito mais fácil sentir dor do que não sentir? Além da memória das experiências dolorosas que armazenamos em nosso HD Cerebral Sansung, existem muito mais mecanismos que favorem a ativação do que a inibição dos sistemas de dor do nosso corpo. Será a mãe natureza tão B! assim? Claro que não. Segundo a breguíssima frase “Escrito nas Estrelas” tudo tem um objetivo final. Então se é para a gente sentir dor é porque alguma coisa tem. Só não precisa acordar e ir dormir com dor.

As pessoas que de alguma forma ficaram marcadas pelas experiências dolorosas ruins, provavelmente terão dor para o resto da vida. Mas, assim como ir sempre no Hooters, podemos ter momentos de melhora e viver bem. Porém, não acreditem que uma dor de 20 anos irá embora em 1 semana, 1 mês ou 1 ano.

 

Quando que a dor pode voltar? De uma forma bem Fibra A alfa (grossa) podemos ter dor em muitas situações, ainda pior na dor crônica. Da mesma forma que precisamos da dor como alerta para ameaças de tsunami corporal não queremos que apareça no corpo e cause sofrimento e limitações. É meio que um paradoxo confuso e imagético, que faz as pessoas com dor crônica buscarem uma possível cura.

O exemplo mais comum é a dor lombar. Quem já teve dor lombar em algum momento da vida vai ter denovo, CQC. Muitas das vezes, em situações completamente diferentes. Num exemplo cotidiano, o estresse de uma mãe porque a filha adolescente revoltada saiu de casa a noite de mini saia pode ser suficiente para iniciar um quadro de dor. Estresse, raiva, irritação, ansiedade, medo irracional e evitação provocam dor. Já o conjunto de charminho, carência, grude, controle de gandaia e sentinela nas festas provocam término de namoro.

A maneira ideal de evitar a volta das dores que foram é identificar todas as situações, problemas, comportamentos, atitudes e coisas a mais responsáveis por provocar dor. Tratar é bom? Claro, mas ir no consultório apenas é enxugar gelo. Tem que participar da sua melhora.

 

Vida sem estresse é brigadeiro na veia. Confete e endorfina para todos.

 

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Abraços

Artur Padão Gosling – Pada

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Campanha de Combate a Dor

13, abril, 2011 Sem comentários

Dor – legal é tratar“. Esse é o tema da Campanha que nosso grupo está organizando aqui no Rio de Janeiro no Aterro do Flamengo e irá ocorrer no próximo domingo dia 17 de abril a partir das 9hs da manhã até as 14hs. Varios profissionais de saúde estarão reunidos para tirar dúvidas, informar sobre prevenção e dando dicas para melhorar a saúde.

Quem se interessar é só aparecer por lá, na altura do Belmonte, só que no próprio aterro. Vai ter uma corrida de rua no mesmo dia, mas não achem que vc, o super corredor, cansado, suado, porém feliz da vida porque completou a prova, irá receber massagem ou gelo. É uma campanha informativa apenas.

Não vai rolar galera, :(

Enfim, quem quiser aparecer apareça e quem quiser me procurar lá me procure. :)

Abraços

Artur Padão Gosling – Pada

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Combatendo a dor … com dor

1, abril, 2011 Sem comentários

Com dor, sem dor, tanto faz. Os tratamentos para a dor cada vez mais relembram as idéias passadas. Usar a dor para aliviar a dor parece meio sado—-mozô, mas tem seu fundamento e pode ter resultados intrigantes.  É como curar ressaca com cachaça na cabeça. Funciona? Para alguns sim. Mito? De cachaça eu to fora, mas de dor sou contra irritante. É justamente do que vamos falar.

O que significa ser contra irritante?  Na dor, significa aplicar mais dor para que a outra dor melhore. Na fisioterapia em dor é aplicar um estímulo mecânico ou térmico doloroso no mesmo lugar em que o paciente sente dor para que o próprio corpo consiga liberar substâncias analgésicas que acabam aliviando a dor.

Usar alguma coisa contra irritante data da época que começaram a usar acupuntura na China e Japão, ou seja, tem tempo. Existem também substâncias que agem como contra irritantes como capsaicina e pomadas tipo mineral ice.

 

Na fisioterapia, algumas técnicas conseguem fazer isso, principalmente a terapia manual como mobilização articular, massagem e inibições de ponto gatilho. Claro que sempre vai aparecer aquele fisioterapeuta chato falando que aumenta a circulação local, melhora não sei o que lá, que tem o seu fundamento. Mas o que quero chamar a atenção é que nosso próprio sistema nervoso é capaz de controlar a dor, liberando as tais substâncias analgésicas como endorfinas e serotonina. Só que nas pessoas com dor crônica, o sistema nervoso fica mais nervoso, em crise existencial de abandono, não sendo capaz de ter o melhor auto controle. Aliais, não sei se vocês perceberam, mas o nosso corpo é frágil em relação a dor e fica muito mais na dor crônica. Todos falam que existe um equilíbrio para nosso sistema que provoca dor e o que protege. É totalmente desproporcional isso. É muito mais fácil sentir dor, porém pode não ter fácil tolerar a dor.

Bons resultados com técnicas contra irritantes:

- Quando o paciente tem boa tolerância a dor

- Quando é bem explicado ao paciente

- Quando o fisioterapeuta respeita o limite de dor do paciente

 

Péssimos resultados com técnicas contra irritantes:

- Quando o paciente está intolerante a dor

- Quando o paciente tem medo de sentir dor

- Quando o paciente já teve uma experiência dolorosa muito ruim

 

Então vale a pena investir numa técnica contra irritante?

Vale sim, se o fisioterapeuta souber manejar bem a situação. O alivio provocado é bem aceito pelos pacientes e ajuda para a realização de exercícios e treinos de movimento.

 

Mas nem tudo na vida é sentir dor. Muitas situações que vivemos passam a funcionar como contra irritantes. Será mesmo? Pude ler num blog de um americano uma simples sugestão: criar mais caos numa situação para esquecer outra que estiver enchendo o saco. Não deixa de ser verdade.

Enfim, ai vai uma dica fresquinha:

Se você quiser esquecer a chatice do “charminho estudo” da namorada que está em prova abra a porta da geladeira 20 vezes. Ela vai se irritar muito e momentaneamente esquecer que está estudando. Você, feliz com seu feito, vai rir e também esquecer momentaneamente. No final das contas, o importante foi que o contra irritante prevaleceu e a paz voltou a reinar no recinto.

Outras dicas para você se irritar muito e esquecer os problemas:

- assistir o BBB 11

- ir de carro para a barra do fundão ou zona sul depois das 17hs

- ver o flamengo sempre ganhar no final do jogo (sorte, sorte)

- ficar em pé na fila do banco ou para comprar o ingresso do Restart (Há!)

- e claro, encarar os tipos mais irritantes em festas - http://piras.com.br/2009/03/os-tipos-mais-irritantes-em-festa/

 

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Abraços contra irritantes

Artur Padão Gosling – Pada

 

 

 

 

 

 

 

Disco de prata – 50.000 acessos doloridos

16, março, 2011 3 comentários

O Blog da Dor Crônica atingiu ontem a marca dos 50.000 acessos, recebendo em mãos o Disco de Prata. Muita emoção e curtição neste momento marcante. A contribuição das pessoas que visitam o blog, perguntam, fazem piadas é o mais importante para uma boa relação internética. Obrigado a todos que passam por aqui. Vou comemorar esta marca histórica trabalhando que nem cão até as 21hs de hoje.

Abraços prateados.

Artur Padão Gosling – Pada

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Mais e mais sobre dor aguda

23, fevereiro, 2011 3 comentários

Para enaltecer o conhecimento e explorar mundos ainda não explorados trago a vocês as grande novidades sobre a dor aguda. Estamos no Ano Mundial Contra a Dor Aguda http://www.iasp-pain.org/Content/NavigationMenu/GlobalYearAgainstPain/GlobalYearAgainstAcutePain/default.htm e nada mais justo do que traduzir textos sobre o assunto, que podem ajudar muita gente a entender este universo: espaço, a fronteira final!

Lutar contra a dor aguda é como lutar contra o Anderson Silva: Fuja amigo, fuja! Derruba não!

Abaixo seguem os textos usados na campanha mundial contra a dor aguda, preconizada pela Associação Internacional para o Estudo da Dor. Eu e minha equipe no Centro Multidisciplinar da Dor traduzimos e revisamos (eu e sonia) esses textos, os quais estão disponíveis a todos. Coloquei o nome das pessoas que traduziram para ganhar uma pequena moral com eles. Assim todo mundo fica feliz, vai pro bar urca comemorar e acaba dormindo na praça. Eu, como não bebo, volto pra casa para assitir clone wars 3 temporada feliz da vida e com o dever cumprido. Afinal de contas, a força está para os grandes (palavras do meu irmão).

Dor aguda e cirurgia (eu)

http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=13140

 

Dor aguda e emergências (eu denovo)

http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=13141

 

Qual é o problema da dor aguda? (Bruna Ximenes)

http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=12921

 

Intervenções: benefícios e barreiras (Camille Guedes)

http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=12922

 

Mecanismos da dor aguda (Caroline Barsi)

http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=12923

 

Medicina da dor aguda: onde está a evidência? (Diego Machado)

http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=12924

 

Porque existem lacunas entre a evidência e a prática? (Cristiane Arruda)

http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=12925

 

Como implementar mudanças (Sandra Pereira)

http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=12926

 

Boa leitura. Melhor que ler a Cascas.

Abraços agudos

 

Artur Padão Gosling – Pada