Sábado da Dor – Versão RJ
- Ir no camarote Devassa da The Week de graça – não vale
- Passear no pão de açúcar estilo carioquinha – 35 reais (ida)
- Ver o show do Zumbi do Mato no Balroom – 70 reais (dá pra rir muito)
- Comprar o ipad 1 no brasil – 2000 reais (vale a pena)
- Acordar no sábado numa manhã fria do RJ para assistir aulas sobre dor – tem preço sim – acordar cedo numa manhã fria do RJ.
O preço de encontrar os amigos, conhecer novos, almoçar de graça e ainda assitir ótimas aulas foi o preço muito barato que pagamos. Barato até demais, tendo em vista os benefícios.
O Sábado da Dor é um evento gratuito promovido pela Cristália (indústria de remédios) e a SBED (Sociedade Brasileira para os Estudos da Dor) com o objetivo de divulgar informações sobre dor aos profissionais de saúde.
Vários artistas estiveram reunidos como Zeca Pagodinho, Peixe Grande e Forrest Gump, contando suas incríveis histórias sobre dor. Com seu público carioca fiel, profissionais como fisioteapeutas, médicos, enfermeiros e afins puderam aproveitar um ótimo conteúdo e bem descontraido, o que na minha opinião ganha muito mais a simpatia e facilitam o entendimento sobre a dor.
Acreditem, existem doidos que apenas estudam dor, como os que estiveram no sábado. Entre a fisiopatologia da dor e os excelentes pães de queijo no coffee break, estava uma das partes mais importantes de qualquer evento de saúde: a social. Apesar das namoradas e maridos reclamarem, é nesta hora que perdemos o medo de nos comunicarmos e quebramos a barreira de tijolos aparentemente impermeável. Calma calma!! Farra dessas só nos Caça Níqueis.
Calma, só porque o sábado da dor foi num hotel não significa que acabamos na piscina!
Médicos precisam conversar com outros profissionais e vice-versa. Eu sei que boa parte tem certeza que está em níveis estratosféricos acima dos outros da mesma forma que eu tenho certeza que sozinhos não resolvem nada. Por isso que existem eventos como este do Sábado da Dor, para tornar essa barreira de tijolos um objeto permeável de conhecimento entre todos, de novas amizades e parcerias.
Se um urso pode se tornar amigo de um rottweiller porque não um fisioterapeuta se relacionar bem com um médico?
Aos que passaram o sábado estudando, fico feliz em saber que estamos indo para um caminho de benefícios próprios e para o nosso objetos de estudo – a dor e a pessoa com dor.
As brigas entre os profissionais são puramente necessidades de mercado e de mostrar a vaidade pessoal. Se um profissional der um chilique porque você resolveu tornar seu paciente mais ativo pense positivo – não estou nem ai.
A união multidisciplinar faz a força – Pra frente He-Man.
Abraços
Artur Padão Gosling – Pada

































